Liturgia

 

 

   

 Fevereiro - 2019  

     Escala de Fevereiro:
          Ministros da Comunhão

    Nosso Senhor Jesus Cristo, desde o seu nascimento, obriga cada Homem a revelar-se. Investido da missão que O Pai Lhe consagrou (anunciada pelos Profetas) por ocasião desta Sua Apresentação no Templo - Festa dia 2 - (conforme prescrevia a Lei naquele tempo: Ex 13, 1-2.15), e pelas palavras jubilosas de Simeão, sabemos a implicância da Sua Boa Nova: “Motivo de contradição”. Sendo Luz do Mundo, estabelece as condições voluntárias de adesão dos Homens à concretização do plano de Deus. Agora, mais que nunca, presente e actuante pelo Espírito Santo (Evangelho da Missa Festiva, Lc 2, 32: “Luz para se revelar às nações e glória de Israel vosso povo.”). E nós? Como nos revelamos?

     Vejamos a resposta: também nós, apresentados no templo em que fomos Baptizados, propostos e tornados desta forma discípulos de Jesus e verdadeiros filhos de Deus, não escapamos à saga do Mestre. A contradição é desafio na vida diária do Cristão. Nela encontramos campo fértil de manifestação pessoal; oportunidade de, com e pelo Espírito Santo, revelarmos o sinal com que fomos selados. Afirmemo-nos “sal da terra e luz do mundo” onde quer que nos encontremos, a propósito ou sem propósito algum.

     Confiemos ainda que, todas as vezes que as fragilidades da nossa condição humana contrariam o que o Pai Celestial deseja, possamos contar com a Sua imensa Misericórdia. Redimidos por Cristo Jesus (As Cinco Chagas do Senhor – Festa dia 7), com coração contrito e humilde, suportados na meditação do calvário da cruz, peçamos e sejamos atendidos com perdão e paz. Meditemos na primeira leitura da Missa do dia do Livro de Isaías, Is 53, 5 :”Cristo foi trespassado por causa das nossas culpas e esmagado por causa das nossas iniquidades. Pelas suas Chagas fomos curados.” As nossas enfermidades estão justificadas? Quem melhor as compreende? Como poderemos suportá-las em paz?

     O nosso Agrupamento de Escuteiros tem fortes motivos de festa ao longo de fevereiro. Começam por ser convocados dia 7 para a Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento, após a missa festiva das Cinco Chagas do Senhor (18:30h.) – bem apropriado o momento! A 22, dia de Baden-Powell, fundador do escutismo, terão missa celebrativa ás 18:30h. No dia seguinte, na missa vespertina do VII Domingo do T.C., à mesma hora, farão a Promessa de Escuteiros. Grande mês para vós! Estais preparados? E presentes!...

     Em São Pedro, aquando da sua negação em casa do Sumo Sacerdote, estão representados o compadecimento, o perdão e o resgate de que Jesus é capaz: Não foi por esse acontecimento frustrante que Jesus encontrou motivos de retirada de confiança em Pedro, na missão de chefe da Igreja (Cadeira de São Pedro, Apóstolo, Festa dia 22).

     Os irmãos São Francisco e Santa Jacinta Marto (MF dia 20), beatificados por São João Paulo II em Fátima a 13 de maio de 2000, e no mesmo local canonizados pelo Papa Francisco, a 13 de maio de 2017 na celebração centenário das Aparições de Nossa Senhora, são exemplo das missões já mencionadas aos eleitos pela fé. Recordemos a exortação que lhes foi proposta nas 3 visões do anjo e nas 6 da Virgem Maria: rezar pela remissão dos pecados, pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. Haverá maior Missão? Estaremos nós igualmente dispostos? Suportado na oração, o inabalável fiel descobrirá, mesmo na contrariedade e na dor, genuínos motivos para amar, em Jesus compassivo, tornado homem e verdadeiro Deus. Aqui, encontramos a justa resposta ás questões do terceiro parágrafo? Sabemos mais boas razões? Digamos quais…

     O saudoso Papa São João Paulo II proclamou patronos da Europa (a par de São Bento), São Cirilo, monge, e São Metódio, bispo (Festa dia 14). Rezemos pedindo a intercessão destes três santos pelo incremento da fé, numa Europa que perde as referências cristãs que a estruturaram. O Homem de hoje debate-se com condicionalismos sociais semelhantes á época de Jesus? Então, o caminho já foi definido pelo Mestre de Nazaré: do Salmo da missa, 116 (117) “Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho”.

     Em MO: dia 4, o Santo Português São João de Brito (nascido em Lisboa, meados Séc. XVII), foi presbítero missionário martirizado na Índia em 1693, ao serviço da fé, enquanto Jesuíta; dia 5, Santa Águeda, virgem e mártir; dia 6, São Paulo Miki e companheiros (martirizados ao serviço da fé, após as missões de São Francisco Xavier no Japão, resistindo à expulsão pelo imperador em finais do Séc. XVI); dia 18, São Teotóneo, presbítero português do Séc. XII, co-fundador do Mosteiro de Santa Cruz; e, por fim, dia 23, São Policarpo, bispo e mártir (contemporâneo dos Apóstolos de Jesus).

     Em MF: dia 8, São Jerónimo Emiliano, presbítero, ou Santa Josefina Bakhita, virgem; dia 11, Nossa Senhora de Lurdes (A Imaculada Conceição); e, finalmente, dia 21, São Pedro Damião, bispo e doutor da Igreja.

 

 
Janeiro - 2019

       Escala de Janeiro:
           Ministros da Comunhão

  A Bem-Aventurada Virgem Santa Maria, Mãe de Deus e nossa mãe perene, celebrada dia 1 de Janeiro, torna cada novo ano especial. Queremos continuar dventurosos através da Oração Mariana de dia 6, às 16 horas, no Santuário de Nossa Senhora do Socorro. Quem melhor para nos defender, interceder e obter capital de graças, senão aquela que trouxe no seu ventre o Filho do Altíssimo, Nosso Senhor Jesus Cristo? Tomemos a resposta ao Salmo Responsorial, Sl 66 (67) da Missa da Solenidade e digamos incansavelmente: ”Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção”. Após recebermos a bênção final, convidados a ir pelo mundo como “sal e luz”, quando o sacerdote nos despede, convidando “Ide em Paz”, transformámo-nos no que graciosamente recebemos?

       A Missa do Crisma de dia 26, presidida pelo nosso bispo e pastor D. António, seja inspiradora. A sua presença e bênção irradie sobre nós a Paz, a Graça e a Força de Cristo Jesus, visíveis nas nossas relações diárias (“O Espírito do Senhor está sobre mim”, Lc 4, 18). Recordemos o nosso próprio Crisma: foi um ponto de chegada ou de partida? “Fomos” ou “sentimo-nos” Crismados?

      À luz da Natividade do Senhor foi-nos revelada a verdadeira identidade de Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem. Na Epifania (Solenidade dia 6) celebramos o Mistério da manifestação universal do Senhor a todos os Homens. Caminhemos a par da multidão imensa, fruto e graça da Revelação, rumo à Jerusalém por Ele anunciada, congregando povos de todo o mundo, com júbilo e esperança: Sl 71 (72): “Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra”- Quem reina? Da Epístola aos Efésios Ef 3, 2-3ª.5-6: “Os gentios recebem a mesma herança prometida”- Quem salva?

      Enquanto verdadeiros filhos de Deus e discípulos de Cristo Jesus, instituídos pelo nosso Baptismo, também nós somos farol nas nossas comunidades. Irradiemos luz, em palavras e acções, sob o plano ditoso de Deus de Salvação e Paz, para todos nós, Sua criação. Conforme Jesus, aquando da teofania revelada nas margens do Jordão: no momento do seu baptismo, pelo precursor João Baptista. Ali, sentiu a manifestação Divina, pela própria voz do Pai, que o define como “o Filho muito amado”( Mt 3,17), pela Missão com que nos resgatou e reconciliou com Deus (Festividade do Baptismo do Senhor, dia 13). As principais etapas da actividade messiânica de Jesus estão descritas e devem ser meditadas, pela sua simplicidade e universalidade, no Livro dos Actos dos Apóstolos. Será muito oportuno ler e meditar na segunda leitura da missa do dia, Act 10, 34-38, pela palavra de São Pedro, aquando da conversão e baptismo de um pagão. Temos uma Bíblia? Vamos lá!...

     Felizmente, não há forma de contornar a Missão quando Deus na sua infinita Misericórdia nos elege, pelo Santíssimo Nome de Jesus (Memória Facultativa dia 3). Esse mesmo Jesus proposto em Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento, dia 3, quinta-feira, ás 19 horas (após a missa semanal das 18:30h.), para todos os MEC, Visitadores de Doentes e elementos da Cáritas, paroquiais.

      Recordemos São Paulo, pela sua conversão dramática a caminho de Damasco (Festa dia 25), descrita nos Actos dos Apóstolos na primeira leitura alternativa proposta para a missa da efeméride: Act 9 1-22. Meditemos seriamente nas suas visitas e Cartas e sigamos o exemplo do Apóstolo dos gentios, tal como fizeram os seus discípulos São Timóteo e São Tito (Memória dia 26). Missão de todo o convertido, discípulo e fiel, será o anúncio da Palavra de Paz e libertação: Lc 10 1-9 “A vossa paz repousará sobre eles”. Há um tempo para a conversão… pode ser hoje…!  

     De Igreja de povo eleito a Igreja de convertidos, a história da Salvação progride, parecendo porventura lenta, mas constante. Desenvolve-se em obras geralmente anónimas de fiéis simples, no seu dia-a-dia, ou de especiais inspirados pelo Espírito, por acções mais visíveis e concretas (São João Bosco, dia 31); ou teológicas (São Basílio Magno e São Gregório Nazianzeno, ambos bispos, pregadores, teólogos e defensores da fé, dia 2; São Francisco de Sales, autor espiritualista e fundador da Ordem da Visitação, dia 24; São Tomás de Aquino, autor da Suma Teológica, dia 28); ou mesmo ascéticas (Santo Antão, eremita e iniciador do monaquismo, dia 17); ou ainda pela fidelidade até ao martírio (Santa Inês - mártir aos 12 anos! - dia 21) - propostos em Memória Obrigatória.  

    Recordemos especialmente São Sebastião, celebrado dia 20 na igreja que lhe foi consagrada na nossa paróquia, com missa ás 15 horas, seguida de procissão. Foi soldado romano de elite; terminou a sua carreira como mártir e santo. Pela sua conversão ao Cristianismo e brandura com os Cristãos, nas duras perseguições dos primeiros séculos, morre flagelado, atingido pelas setas conforme é representado em dolorosa imagem. Da Oração Colecta da missa da efeméride, digamos convictamente: “Concedei-nos, Senhor, o espírito de fortaleza, para que, a exemplo do vosso mártir São Sebastião, aprendamos a obedecer antes a vós que aos homens”. A minha peregrinação sobre a terra pauta-se por que prioridades? A quem prefiro? Onde deposito a minha esperança?  

      Uma menção ainda para o principal padroeiro de Lisboa, São Vicente, originário de Saragoça, diácono e mártir. Exemplar no anúncio do Evangelho no início do Século IV, período de grande perseguição e violência, revela especiais dotes de cultura e retórica, assim como pregador irredutível pela força da fé – dia 22, em Memória Facultativa.

      Ainda pela mesma Memória: dia 7, São Raimundo de Penaforte, presbítero, e dia 10, Beato Gonçalo de Amarante, igualmente presbítero.          

      BOM ANO, SANTO ANO!



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