Liturgia

 

 

   

      Abril- 2019

           Escala de Abril:
          Ministros da Comunhão

   

     O Evangelho do V Domingo da Quaresma (uma mulher apanhada em adultério) desperta o espírito autocrítico que deve prevalecer na vivência deste período, formador e juiz da conduta cristã da nossa fiel peregrinação: “Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra” (Jo 8,7b-8). Esta irrevogável (mas consciente!) condição de contínuo faltoso, gera campo fértil do qual brota a conversão que nutrirá um coração sensível e tolerante com o próximo, plasmado em Cristo Jesus, e a caminho de um Pai benevolente que sabemos espera-nos de braços abertos. Existe um perdão escandaloso? Sim, para todos aqueles que já desistiram de acreditar neste tempo favorável de Graça, de Esperança e Vida plena. Justiça e Salvação só em Deus Pai prevalecem; quem ousaria equivaler-se nessa condição?... O Sacramento da Reconciliação nos absolva. Meditemos (Liturgia da Missa): “Por Ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo…” (Fl 3,8b) e no Salmo 125(126).

     Neste Tempo Forte são propostas duas ativas participações, distintas e complementares: dia 4 após a missa das 18:30h. Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento (convite especial aos Acólitos, Leitores e zeladoras); e dia 12 às 21h a Via Sacra Paroquial, sinal excelente da Semana Santa e da nossa compassividade com Jesus. Queremos preparar-nos para a Boa Nova? Vamos juntos!

     Inauguramos a Semana Santa no Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, focando toda a atenção no Tríduo Pascal, vértice da fé e da justificação Cristã. Dando cumprimento às Escrituras, Jesus encarrega-se pessoalmente dos diversos preparativos. São Lucas apresenta-nos Jesus determinado, consciente da Sua Missão e do limite voluntário do seu tempo, à frente dos seus discípulos que louvavam alegremente a Deus (“Bendito O que vem em nome do Senhor” - Lc 19,38a), antecipando o cenário da igreja que agora caminha, no seu próprio tempo, para casa do Senhor: “Jesus Cristo é O Senhor, para glória de Deus Pai” (Fl 2,11b). Encarnemos este espírito dia 21 (14h.) no envio dos Compassos, e na celebração da Missa da Ressurreição (17:30h.), seguida de Procissão.

     A Ceia do Senhor, Quinta-feira Santa: Primeira celebração do Tríduo Pascal. O relato do tudo o que Jesus fez e disse antes de, voluntariamente, ser entregue (ler e meditar na segunda leitura da missa: 1Cor 11,23-26). Sobre este momento e ato único está fundado o nosso compromisso eucarístico de todo o ano, eternamente renovado: “Fazei isto em memória de Mim.” Lc 22,19b). Eucaristia: alicerce e fundamento da vida cristã pela prática perene. Participando nas Missas entendemos este Mistério de Doação, extraindo benefícios? Cuidado: auto suficiência e indiferença aniquilam a fé!

     Paixão do Senhor, Sexta-feira Santa: uma Celebração austera e esperançosa. A morte e ressurreição são indissociáveis. Desfrutemos desse momento de especial devoção, o mistério da Adoração da Santa Cruz, que nos prepara para o jubiloso Aleluia da Vigília Pascal. O fiel despreza a tristeza; fomenta a espera com paz e confiança. Entramos, agora, na derradeira etapa da História da Salvação, no dia em que Cristo morreu na Cruz. Aspiramos à devolução da vida aos nossos corpos mortais no Juízo do Fim dos Tempos, justificados pela Ressurreição do nosso Mestre e Senhor. Jesus Cristo, crucifixado, revela a força e a sabedoria de Deus. Apenas Ele pode proporcionar a redenção aos que recorrem com espírito humilde e coração contrito. A partir da Cruz, atrai todos os convertidos a Si. No Domingo da Divina Misericórdia, Dia Paroquial do doente e do idoso, tenhamos presente a transitoriedade corpórea - Sl 117(118) da missa: “…Senhor, salvai os vossos servos”.

     O Sábado Santo da Vigília Pascal (após anoitecer) comporta quatro momentos. Inicia-se com o Lucernário, Rito da Luz, com bênção do fogo novo e acendimento do Círio Pascal, cuja chama passa de imediato às velas dos membros da assembleia. Após, recordamos as grandes etapas da História da Salvação numa longa liturgia que, lidos 7 textos do AT e da carta de São Paulo aos Romanos, termina com a proclamação do Evangelho da Ressurreição, segundo São Mateus. A terceira parte é preenchida com a liturgia baptismal; Bênção da água, Profissão de Fé, baptismos e confirmações, e aspersão da assembleia com água lustral. A usual liturgia da Eucaristia compõe a derradeira parte desta longa Celebração. Jubilosos proclamamos: Cristo verdadeiramente Ressuscitou - Aleluia!

     Dia 25 ás 9h. em São Marcos, missa dedicada ao autor do II Evangelho. Dia 29, única Festa do mês; Santa Catarina de Sena, virgem, doutora da Igreja e Padroeira da Europa. Embora analfabeta, ditou aos seus seguidores cartas de profunda espiritualidade. MF: dia 2, S. Francisco de Paula, eremita; a 4, Sto Isidoro, bispo; a 5, S. Vicente Ferrer, presbítero; a 11, Sto Estanislau, bispo; a 13 S. Martinho I, Papa; e a 30, S. Pio V, Papa, eleito em 1566: a ele se deve o Catecismo do Concílio de Trento e a revisão do Breviário e do Missal Romano, que permaneceu em vigor até 1970.

 

Armando Barbosa

 

 Março - 2019

         Escala de Março:
          Ministros da Comunhão

Se extrairmos da Primeira Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios (1Cor 15,54-58) - constitui parte da Liturgia da última celebração do Tempo Comum que antecede o Tempo Forte da Quaresma - os versículos: “A morte foi absorvida na vitória… Mas dêmos graças a Deus, que nos dá a vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo, …sabendo que o vosso esforço não é inútil no Senhor”, revela-se o trajeto que iniciamos nesta quarta-feira de Cinzas, 6 de Março; a proposta, o conforto e a esperança que fomentam a nossa Caminhada Quaresmal. Meditemos: sobre Quem alicerçamos a nossa fé?

     Esta Caminhada esperançosa seja espelhada num rosto que irradie Luz e Paz de Cristãos, com humildade (Imposição das Cinzas, Gn 3,19: “Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás-de voltar.”). Confiemos na Misericórdia do Pai Celestial (Salmo 50 (51): “Pecámos, Senhor: tende compaixão de nós.”). O caminho da conversão segue, rumo à felicidade (Segunda Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios, 2Cor 5,20-6,2: “Reconciliai-vos com Deus. Este é o tempo favorável.”). Assim, alcançaremos a vitória: do Evangelho de São Mateus, 6,1-6.16-18: “Teu Pai, que vê no segredo, te dará a recompensa”. Praticando oração constante, penitência, jejum ou abstinência, esmola caritativa e reconciliação, aí sim, realizamos Quaresma! Redimidos, desfrutamos da suave leveza da libertação?

     Muita atenção: não é um caminho de simples renúncias em si mesmas. Pretende uma verdadeira transformação pela conversão e uma relação genuinamente fraterna com todos os que se apresentem próximos. É inegável que as opções se tornam (quantas vezes!) angustiantes no limite da decisão. Mas, nada é insuperável quando suportado na oração, a exemplo de Cristo Jesus; na humildade, conforme São José, esposo da Virgem Santa Maria (Solenidade dia 19, com missa do dia ás 20 horas - e dia 24 missa de Festa ás 15 horas, seguida de procissão - na igreja que lhe está consagrada, em Assilhó); na disponibilidade e confiança totais, conforme a ditosa Virgem Santa Maria, Mãe de Jesus e Nossa Mãe (Anunciação do Senhor, Solenidade dia 25). Compreendemos onde pode habitar Deus?

     Cristo Jesus fortalecer-nos-á: Jamais estaremos sós! Escutemos e meditemos nas Sagradas Escrituras dos sucessivos Domingos. Nelas suportaremos as fragilidades e justificaremos as vitórias: Jesus vencerá Satanás e as suas tentações (I Domingo); mostrará a Sua Glória na Transfiguração, reforçando a fé dos seus discípulos (II Domingo); será Fonte de Água Viva, Luz e Ressurreição (III e IV Domingos). Jesus revela-Se continuamente. “Escutai o que Ele diz” (Mt 17,5b) - recomendou O próprio Pai aos Apóstolos, testemunhas da Transfiguração - ecoará nos ouvidos dos fiéis perenemente. “Escuta Israel” (Dt 6,4a) não se encerrou no Livro do Deuteronómio, realiza-se hoje, em cada fiel, na escuta e no compromisso. “Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça” (Mc 4,23) – prevenia Jesus!

     A Quaresma proporciona um reparador retiro espiritual, criando espaço à meditação, oração e conversão, sem implicar uma cisão com os diversos compromissos e responsabilidades de cada Cristão no dia-a-dia. Podemos (e devemos!) transpor para o quotidiano a manifestação social cristã, conforme Deus deseja, cumprindo o Seu plano, desde o princípio, para toda a Humanidade, Sua criação. Não há vida verdadeiramente cristã sem conversão e anúncio permanentes. É um processo contínuo; uma assunção catecumenal vitalícia. Da Liturgia brota o suporte fundamental deste progresso de consolidação da fé e da eficácia da ação Cristã. Este processo será efetivo sem participação Eucarística? Encerramos nos Domingos toda a prática da nossa fé? Que sinais damos ao mundo?

     Dia 7 de Março, para a Exposição do Santíssimo Sacramento (na igreja Matriz após a missa das 18:30h) todos se sintam convidados a participar, especialmente os grupos corais paroquiais. De dia 29 para 30, realizar-se-ão as 24 horas para o Senhor, uma iniciativa Arciprestal. Todas as manifestações de fé contribuem para uma igreja forte: “nós somos as pedras vivas do Templo do Senhor” Sl 23(24).

     Em Memória Facultativa: dia 4, São Casimiro (de origem Real, de tudo se libertou a favor de uma vida humilde e casta, dedicada ao Reino de Deus, servindo amorosamente os pobres); dia 7, Santas Perpétua e Felicidade, mártires (a segunda, sendo escrava da primeira, acompanhou não apenas o seu suplício como padeceu o mesmo martírio, ambas irredutíveis na afirmação da fé cristã que decidiram abraçar até ao fim); a 8, São João de Deus, religioso (de origem Portuguesa, após vida civil, dedicou-se aos pobres e doentes fundando a Ordem Hospitaleira); a 9, Santa Francisca Romana, religiosa (Fundadora das Oblatas Beneditinas); a 18 São Cirilo de Jerusalém, bispo e doutor da Igreja (pedagogo, pregador convicto e evangelizador destemido); a 23, São Turíbio de Mongrovejo, bispo.

Armando Barbosa 

 

  

 Fevereiro - 2019  

     Escala de Fevereiro:
          Ministros da Comunhão

    Nosso Senhor Jesus Cristo, desde o seu nascimento, obriga cada Homem a revelar-se. Investido da missão que O Pai Lhe consagrou (anunciada pelos Profetas) por ocasião desta Sua Apresentação no Templo - Festa dia 2 - (conforme prescrevia a Lei naquele tempo: Ex 13, 1-2.15), e pelas palavras jubilosas de Simeão, sabemos a implicância da Sua Boa Nova: “Motivo de contradição”. Sendo Luz do Mundo, estabelece as condições voluntárias de adesão dos Homens à concretização do plano de Deus. Agora, mais que nunca, presente e actuante pelo Espírito Santo (Evangelho da Missa Festiva, Lc 2, 32: “Luz para se revelar às nações e glória de Israel vosso povo.”). E nós? Como nos revelamos?

     Vejamos a resposta: também nós, apresentados no templo em que fomos Baptizados, propostos e tornados desta forma discípulos de Jesus e verdadeiros filhos de Deus, não escapamos à saga do Mestre. A contradição é desafio na vida diária do Cristão. Nela encontramos campo fértil de manifestação pessoal; oportunidade de, com e pelo Espírito Santo, revelarmos o sinal com que fomos selados. Afirmemo-nos “sal da terra e luz do mundo” onde quer que nos encontremos, a propósito ou sem propósito algum.

     Confiemos ainda que, todas as vezes que as fragilidades da nossa condição humana contrariam o que o Pai Celestial deseja, possamos contar com a Sua imensa Misericórdia. Redimidos por Cristo Jesus (As Cinco Chagas do Senhor – Festa dia 7), com coração contrito e humilde, suportados na meditação do calvário da cruz, peçamos e sejamos atendidos com perdão e paz. Meditemos na primeira leitura da Missa do dia do Livro de Isaías, Is 53, 5 :”Cristo foi trespassado por causa das nossas culpas e esmagado por causa das nossas iniquidades. Pelas suas Chagas fomos curados.” As nossas enfermidades estão justificadas? Quem melhor as compreende? Como poderemos suportá-las em paz?

     O nosso Agrupamento de Escuteiros tem fortes motivos de festa ao longo de fevereiro. Começam por ser convocados dia 7 para a Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento, após a missa festiva das Cinco Chagas do Senhor (18:30h.) – bem apropriado o momento! A 22, dia de Baden-Powell, fundador do escutismo, terão missa celebrativa ás 18:30h. No dia seguinte, na missa vespertina do VII Domingo do T.C., à mesma hora, farão a Promessa de Escuteiros. Grande mês para vós! Estais preparados? E presentes!...

     Em São Pedro, aquando da sua negação em casa do Sumo Sacerdote, estão representados o compadecimento, o perdão e o resgate de que Jesus é capaz: Não foi por esse acontecimento frustrante que Jesus encontrou motivos de retirada de confiança em Pedro, na missão de chefe da Igreja (Cadeira de São Pedro, Apóstolo, Festa dia 22).

     Os irmãos São Francisco e Santa Jacinta Marto (MF dia 20), beatificados por São João Paulo II em Fátima a 13 de maio de 2000, e no mesmo local canonizados pelo Papa Francisco, a 13 de maio de 2017 na celebração centenário das Aparições de Nossa Senhora, são exemplo das missões já mencionadas aos eleitos pela fé. Recordemos a exortação que lhes foi proposta nas 3 visões do anjo e nas 6 da Virgem Maria: rezar pela remissão dos pecados, pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. Haverá maior Missão? Estaremos nós igualmente dispostos? Suportado na oração, o inabalável fiel descobrirá, mesmo na contrariedade e na dor, genuínos motivos para amar, em Jesus compassivo, tornado homem e verdadeiro Deus. Aqui, encontramos a justa resposta ás questões do terceiro parágrafo? Sabemos mais boas razões? Digamos quais…

     O saudoso Papa São João Paulo II proclamou patronos da Europa (a par de São Bento), São Cirilo, monge, e São Metódio, bispo (Festa dia 14). Rezemos pedindo a intercessão destes três santos pelo incremento da fé, numa Europa que perde as referências cristãs que a estruturaram. O Homem de hoje debate-se com condicionalismos sociais semelhantes á época de Jesus? Então, o caminho já foi definido pelo Mestre de Nazaré: do Salmo da missa, 116 (117) “Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho”.

     Em MO: dia 4, o Santo Português São João de Brito (nascido em Lisboa, meados Séc. XVII), foi presbítero missionário martirizado na Índia em 1693, ao serviço da fé, enquanto Jesuíta; dia 5, Santa Águeda, virgem e mártir; dia 6, São Paulo Miki e companheiros (martirizados ao serviço da fé, após as missões de São Francisco Xavier no Japão, resistindo à expulsão pelo imperador em finais do Séc. XVI); dia 18, São Teotóneo, presbítero português do Séc. XII, co-fundador do Mosteiro de Santa Cruz; e, por fim, dia 23, São Policarpo, bispo e mártir (contemporâneo dos Apóstolos de Jesus).

     Em MF: dia 8, São Jerónimo Emiliano, presbítero, ou Santa Josefina Bakhita, virgem; dia 11, Nossa Senhora de Lurdes (A Imaculada Conceição); e, finalmente, dia 21, São Pedro Damião, bispo e doutor da Igreja.

 Armando Barbosa                                                                                                                          

 

 
Janeiro - 2019

       Escala de Janeiro:
           Ministros da Comunhão

  A Bem-Aventurada Virgem Santa Maria, Mãe de Deus e nossa mãe perene, celebrada dia 1 de Janeiro, torna cada novo ano especial. Queremos continuar dventurosos através da Oração Mariana de dia 6, às 16 horas, no Santuário de Nossa Senhora do Socorro. Quem melhor para nos defender, interceder e obter capital de graças, senão aquela que trouxe no seu ventre o Filho do Altíssimo, Nosso Senhor Jesus Cristo? Tomemos a resposta ao Salmo Responsorial, Sl 66 (67) da Missa da Solenidade e digamos incansavelmente: ”Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção”. Após recebermos a bênção final, convidados a ir pelo mundo como “sal e luz”, quando o sacerdote nos despede, convidando “Ide em Paz”, transformámo-nos no que graciosamente recebemos?

       A Missa do Crisma de dia 26, presidida pelo nosso bispo e pastor D. António, seja inspiradora. A sua presença e bênção irradie sobre nós a Paz, a Graça e a Força de Cristo Jesus, visíveis nas nossas relações diárias (“O Espírito do Senhor está sobre mim”, Lc 4, 18). Recordemos o nosso próprio Crisma: foi um ponto de chegada ou de partida? “Fomos” ou “sentimo-nos” Crismados?

      À luz da Natividade do Senhor foi-nos revelada a verdadeira identidade de Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem. Na Epifania (Solenidade dia 6) celebramos o Mistério da manifestação universal do Senhor a todos os Homens. Caminhemos a par da multidão imensa, fruto e graça da Revelação, rumo à Jerusalém por Ele anunciada, congregando povos de todo o mundo, com júbilo e esperança: Sl 71 (72): “Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra”- Quem reina? Da Epístola aos Efésios Ef 3, 2-3ª.5-6: “Os gentios recebem a mesma herança prometida”- Quem salva?

      Enquanto verdadeiros filhos de Deus e discípulos de Cristo Jesus, instituídos pelo nosso Baptismo, também nós somos farol nas nossas comunidades. Irradiemos luz, em palavras e acções, sob o plano ditoso de Deus de Salvação e Paz, para todos nós, Sua criação. Conforme Jesus, aquando da teofania revelada nas margens do Jordão: no momento do seu baptismo, pelo precursor João Baptista. Ali, sentiu a manifestação Divina, pela própria voz do Pai, que o define como “o Filho muito amado”( Mt 3,17), pela Missão com que nos resgatou e reconciliou com Deus (Festividade do Baptismo do Senhor, dia 13). As principais etapas da actividade messiânica de Jesus estão descritas e devem ser meditadas, pela sua simplicidade e universalidade, no Livro dos Actos dos Apóstolos. Será muito oportuno ler e meditar na segunda leitura da missa do dia, Act 10, 34-38, pela palavra de São Pedro, aquando da conversão e baptismo de um pagão. Temos uma Bíblia? Vamos lá!...

     Felizmente, não há forma de contornar a Missão quando Deus na sua infinita Misericórdia nos elege, pelo Santíssimo Nome de Jesus (Memória Facultativa dia 3). Esse mesmo Jesus proposto em Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento, dia 3, quinta-feira, ás 19 horas (após a missa semanal das 18:30h.), para todos os MEC, Visitadores de Doentes e elementos da Cáritas, paroquiais.

      Recordemos São Paulo, pela sua conversão dramática a caminho de Damasco (Festa dia 25), descrita nos Actos dos Apóstolos na primeira leitura alternativa proposta para a missa da efeméride: Act 9 1-22. Meditemos seriamente nas suas visitas e Cartas e sigamos o exemplo do Apóstolo dos gentios, tal como fizeram os seus discípulos São Timóteo e São Tito (Memória dia 26). Missão de todo o convertido, discípulo e fiel, será o anúncio da Palavra de Paz e libertação: Lc 10 1-9 “A vossa paz repousará sobre eles”. Há um tempo para a conversão… pode ser hoje…!  

     De Igreja de povo eleito a Igreja de convertidos, a história da Salvação progride, parecendo porventura lenta, mas constante. Desenvolve-se em obras geralmente anónimas de fiéis simples, no seu dia-a-dia, ou de especiais inspirados pelo Espírito, por acções mais visíveis e concretas (São João Bosco, dia 31); ou teológicas (São Basílio Magno e São Gregório Nazianzeno, ambos bispos, pregadores, teólogos e defensores da fé, dia 2; São Francisco de Sales, autor espiritualista e fundador da Ordem da Visitação, dia 24; São Tomás de Aquino, autor da Suma Teológica, dia 28); ou mesmo ascéticas (Santo Antão, eremita e iniciador do monaquismo, dia 17); ou ainda pela fidelidade até ao martírio (Santa Inês - mártir aos 12 anos! - dia 21) - propostos em Memória Obrigatória.  

    Recordemos especialmente São Sebastião, celebrado dia 20 na igreja que lhe foi consagrada na nossa paróquia, com missa ás 15 horas, seguida de procissão. Foi soldado romano de elite; terminou a sua carreira como mártir e santo. Pela sua conversão ao Cristianismo e brandura com os Cristãos, nas duras perseguições dos primeiros séculos, morre flagelado, atingido pelas setas conforme é representado em dolorosa imagem. Da Oração Colecta da missa da efeméride, digamos convictamente: “Concedei-nos, Senhor, o espírito de fortaleza, para que, a exemplo do vosso mártir São Sebastião, aprendamos a obedecer antes a vós que aos homens”. A minha peregrinação sobre a terra pauta-se por que prioridades? A quem prefiro? Onde deposito a minha esperança?  

      Uma menção ainda para o principal padroeiro de Lisboa, São Vicente, originário de Saragoça, diácono e mártir. Exemplar no anúncio do Evangelho no início do Século IV, período de grande perseguição e violência, revela especiais dotes de cultura e retórica, assim como pregador irredutível pela força da fé – dia 22, em Memória Facultativa.

      Ainda pela mesma Memória: dia 7, São Raimundo de Penaforte, presbítero, e dia 10, Beato Gonçalo de Amarante, igualmente presbítero.          

      BOM ANO, SANTO ANO!

Armando Barbosa



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