Liturgia

 

 

    

Agosto- 2019

           Escala de Agosto:
          Ministros da Comunhão
   

       As Celebrações dedicadas à Virgem Santa Maria, Mãe do Redentor Jesus Cristo (instituída nossa Mãe), revelam toda a riqueza da devoção Mariana da Igreja, sendo um justo tributo e solene louvor. Revestidas de distintos propósitos, contribuem para a legítima homenagem da exemplar entrega ao serviço de Deus e da Humanidade daquela que, acreditando, entrou na história da salvação com primícias de resgate absoluto - « O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome.» Lc 1,49 (meditemos O Magnificat, a oração dos pobres que creem na salvação de Deus e não dos poderosos!). «Primeiro Cristo, como primícias; depois os que pertencem a Cristo.» 1Cor, 15,23. Confiamos na admirável Graça a que somos chamados?

     Neste contexto, realizaremos três efemérides: dia 15, a única Solenidade - Assunção da Virgem Santa Maria; dia 19, Festa a Nossa Senhora, sob o epíteto de Socorro, em Albergaria-a-Velha; dia 22, em MO, Virgem Santa Maria, Rainha: associada à glória de Jesus Cristo no mistério da salvação, é nossa firme esperança no fim dos tempos? Tua primícia é minha ambição.

     Especiais Graças a Maria dia 18, Domingo, no Santuário de Nossa Senhora do Socorro, na Missa às 11horas e na recitação do Terço às 17. Na segunda-feira, com honras de feriado municipal, nova Eucaristia às 17 horas, encerrando este ancestral momento de veneração na nossa terra ao Socorro de Maria - Gratidão perene aos amparos da Mãe e Rainha Celestial.

     A nossa Rainha do Céu, incansável intercessora dos que a ela recorrem, mostra o único caminho para o Pai: unicamente por seu filho Jesus, na Glória em que já resplandece. O rosto Transfigurado de Jesus (Festa dia 6) que tanto impressionou os seus Apóstolos (Pedro, Tiago e João), é revelação dessa Glória à qual aspiramos, no limite desta peregrinação terrena, após todas as provações, na saga dos verdadeiros discípulos do Mestre de Nazaré. Do Evangelho de São Lucas (9,28b-36) da Missa do dia, tentemos desmistificar o fascínio de Pedro, sentindo-se tão perto do Céu: «Pedro disse a Jesus: “Mestre, como é bom estarmos aqui!”». Assim, iluminados por Jesus, urge partilhar o deslumbre e anunciar O Ressuscitado, hoje e agora.

     João Baptista, consciente do seu papel na História da Salvação, bem sabia quem era Jesus. Sigamos o superior exemplo do profeta precursor na assunção da sua missão; o nosso Batismo assim obriga! Coloquemos, como ele, o Senhor Jesus, a Palavra de Deus e a Verdade, sempre em primeiro lugar – Martírio de São João Baptista, MO dia 29. Somos coerentes?

     De origem Judia, Santa Teresa Benedita da Cruz, Festa dia 9, mostra-nos que superando as crises de fé nos habilitamos a ser um povo santo. Estuda filosofia em procura da verdade até entrar no Carmelo de Colónia. Morre em Auschewitz em 1942 nas câmaras de gás, como tantos outros, sendo canonizada em 1998 pelo Santo Papa São João Paulo II, tornando-se padroeira da Europa. Um percurso a meditar. Esperemos na sua intercessão, apurada pela experiência de horror e martírio que rogamos não mais se repita, nesta Europa de fé anémica.

     São Lourenço, Festa dia 10: diácono no III século, sofre o suplício pelo fogo ao recusar entregar as ofertas destinadas aos pobres. Espírito e obra de santidade, de coerência e firmeza.

     São Bartolomeu, Festa a 24 (Evangelho da Missa -Jo 1,45-51- apresenta o chamamento peculiar): enquanto Apóstolo teve o privilégio do convívio com Jesus, fortalecendo gradualmente a fé que mais tarde proclamou na Pérsia e Índia, até ao martírio (caminho da Glória na Ressurreição): «Quem quiser seguir-Me, negue-se a si mesmo, tome e sua cruz e siga-Me.» Mt 16,24.

MO: dia 1, Stº Afonso Maria Ligório; 8, S. Domingos; 14, S. Maximiliano Maria Kolbe; 17, Stª Beatriz da Silva (nascida em Campo Maior, Portugal - 1424); 20, S. Bernardo; 21, S. Pio X; 22, Virgem Santa Maria, Rainha; 27, Stª Mónica; 28 Stº Agostinho; e a 29, Martírio de S. João Batista. MF: dia 2, S. Pedro Juliano Eymard e Stº Eusébio de Vercelas; 5, Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior; 7, S. Sisto III e S. Caetano; 12, Stª Joana Francisca de Chantal; 13, S. Ponciano e S. Hipólito; 16, Stº Estêvão da Hungria; 19, S. João Eudes; 23, Stª Rosa de Lima.

Armando Barbosa 

Julho- 2019

                Escala de Julho:
          Ministros da Comunhão

 

Oração: através das Escrituras descobrimos os momentos de intimidade que Jesus dedicava ao Pai do Céu. Imaginamos plenos de silêncio e paz, de “deserto” e “escuta”… belos! E como nós, reféns da tribulação diária, necessitamos seguir o exemplo. A vida catecumenal e missionária que o nosso batismo lega está fundada numa orientação não somente pessoal; resulta da ação e graça do Espírito Santo, estimulador do desenvolvimento espiritual e do apostolado que Jesus espera, conforme realizou com os seus Apóstolos. Segundo São Lucas (Lc 10,1-9), não foram apenas doze os designados, mas também muitos discípulos anónimos (setenta e dois) que o Senhor elegeu como primeiros anunciadores da Boa Nova, aos lugares onde Ele próprio haveria de deslocar-Se; além de tantas mulheres que este “Evangelho no feminino” e os Atos dos Apóstolos recordam, como Sta. Maria Madalena (Festa dia 22).

     Fazer de todas as nações um só Povo de Deus, congregado na Glória da Cruz, após Pentecostes, prevalece desígnio de todos e cada um de nós, seus discípulos. «A messe é grande mas os trabalhadores são poucos» (Mt 9, 37) – constatação e chamamento com dois milénios. Missão difícil? Consideremos: estamos hoje apetrechados de meios com alcance e eficácia incomparavelmente superiores dos que dispunham Jesus e os seus poucos discípulos, pessoas humildes de uma pequena nação ocupada. Vamos trabalhar? Avancemos pela pequena seara doméstica e pela seara próxima que é a terra onde habitamos - ambientes comuns. Assim, de muitas pequenas metas, resultarão mais vitórias ou possibilidades de correção de rota.

     Não ignoremos, contudo, os perigos que testemunhar Jesus implica. São bem conhecidas as ameaças por todo o mundo. Realismo e determinação, baseados numa fé consciente porque bem formada, com renovação e reforço espiritual contínuos, são as armas do cristão, desde sempre. Tomemos por exemplo São Tomé, Apóstolo (Festa dia 3): representa toda a falta de crença inicial dos restantes discípulos em Jesus; de todos nós, afinal, nos momentos de fragilidade. A exposição aos perigos, pelo testemunho que estava convidado a dar do Messias Salvador terão, talvez, dificultado a consciência profunda do alcance da missão do Mestre de Nazaré. «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no sinal dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei.» (Jo 20,25b), frase lapidar do Dídimo, enquanto reflexo das vacilações da fé. Do mesmo Evangelho de São João (Jo 20,24-29), da missa da Festa: «Meu Senhor e meu Deus» (Jo 20,28) - torna-se a enfática profissão de fé de Tomé no seu Senhor, o selo da relação que sempre foi íntima, caridosa e incentivadora. «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto», conclui Jesus, neste Evangelho, levando-nos à feliz razão de que esses ditosos, somos nós. Hoje e agora! Assim confiemos…

     São Tiago (designado “Maior” em distinção de Tiago “irmão” de Jesus), Apóstolo (Festa dia 25), teve o privilégio de testemunhar os milagres de Jesus. Embora sendo o primeiro a sofrer o martírio, foi profícuo no extenso testemunho evangélico que fez chegar até ao extremo peninsular ibérico. Do Salmo 125 (126) da missa : “Os que semeiam com lágrimas recolhem com alegria” - Quantas vezes?... Quantos dias?... A vida é agitação e mudança; somente Deus permanece imutável - meditemos na Leitura da Epístola da efeméride: 2Cor 4,7-15.

     Neste mês, isento de Solenidades, recordemos em celebração festiva São Bento (a 11) e Santa Brígida (a 23), ambos padroeiros da Europa. Vivemos momentos confusos com a perda das referências de religiosidade, cultura e história europeias. Roguemos as suas intercessões no sentido da paz, ordem, justiça, prosperidade e liberdade responsável, de todos os povos. “Oração e trabalho” (lema de São Bento) e “contemplação e oração” (lema de Santa Brígida), constituem-se referências da vida cristã, enquanto garantias de ordem, amor e paz.

     No dia 26, a importante memória dos pais de Nossa Senhora, São Joaquim e Santa Ana. Uma vida familiar fundada no ensinamento sobre a Sabedoria de Deus, da Sua Palavra e do Seu Amor, só poderá resultar na criação do ambiente propício à geração dos melhores frutos de humanidade (meditemos no Salmo 127 (128) que invoca as Bênçãos familiares). Recordemos, hoje particularmente, os avós, sobretudo os mais carenciados a todos os níveis. Avós, sabeis que nunca estais sós? Quanto a nós, “Se recebemos de graça, dêmos de graça”.

     A Rainha Santa Isabel (1271-1336), de origem espanhola, casada com Dom Dinis, promovedora da paz e das obras de caridade, ensina-nos que nunca é tarde demais a entrega pessoal a Deus: é uma peregrinação, um processo, por vezes longo e doloroso e com final imprevisível. Mas, com confiança, na certeza de que Deus não nos pedirá nada além do suportável. Os espinhos da sua atribulada vida familiar tornam-se rosas no seu colo, pelo amor ao próximo nos desvalidos. Dia 4, ás 20 horas, será celebrada missa na igreja que lhe está consagrada no lugar de Frias. E dia 7, ás 17 horas, realiza-se a missa da Festa de Santa Isabel, seguida de Procissão. Tenhamos em atenção que as Procissões são momentos de especial expressão pública da nossa fé e devem ser vividas como um retiro espiritual em romagem. Criemos ambiente e aproveitemos estas ocasiões propícias: o que costumamos fazer durante o percurso?

     MO: Dia 4, Sta. Isabel de Portugal; a 15 S. Boaventura; a 16, Nossa Senhora do Carmo; a 17, Beato Inácio de Azevedo; a 18, Beato Bartolomeu dos Mártires; a 26, S. Joaquim e Sta. Ana; a 29, Sta. Marta (gentil irmã de Maria e Lázaro e que, na morte deste, corre para Jesus em profissão de fé em Deus, reconhecendo o seu poder sobre a vida e a morte, através de Cristo – ler Evangelho do XVI Domingo do T.C.); e a 31, Sto. Inácio de Loiola. MF: Dia 5 Sto. António Maria Zacarias; a 6 Sta. Maria Goretti; a 9 Sto. Agostinho Zao Rong; a 13, Sto. Henrique; a 20, Sto. Apolinário; a 24, S. Sarbélio Makhluf; e a 30, S. Pedro Crisólogo.

Armando Barbosa

 

 

   Junho- 2019

                Escala de Junho:
          Ministros da Comunhão

      Sete Solenidades sustentam de devoção e alegria este mês de junho.

     A saber: I - dia 2, Ascensão do Senhor - Os evangelistas referem-se às aparições do Senhor ressuscitado, em diversas circunstâncias, até ao momento da “Sua Ascensão ao Céu”. A História da Salvação inicia um novo capítulo em que Jesus, livre das limitações humanas e à direita do Pai, permanece presente junto dos seus. Cristo, Cabeça da Igreja (Ef 1, 17-23), patrocina-nos a sermos seus anunciadores e construtores de paz no mundo (Mc 16, 15-20);

    II - dia 9, Pentecostes - Encerramento dos cinquenta dias em que celebrámos a Páscoa de Cristo e de memorial do envio do Espírito Santo aos Apóstolos e a todos os crentes. O Espírito confere incessantemente Dons e Carismas aos que O recebem, tornando-Se sinal e potência no mundo (Sl 103);   

    III - dia 16, Santíssima Trindade - Os Mistérios da fé, os Sacramentos e toda a vida cristã estão alicerçados em “Deus Pai Todo-Poderoso, em Jesus Cristo, Seu único Filho e no Espírito Santo”, conforme professamos em oração. Salvos pelo poder da Entidade Trinitária podemos chamar Pai a Deus, irmão a Jesus e Paráclito ao Espírito;

      IV - dia 20 – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo - A vida é um Dom de Deus e tudo quanto Nosso Senhor Jesus Cristo realizou na Última Ceia reverte para a oferta da Sua própria vida em resgate. Na Eucaristia, Nova Aliança para libertação dos pecadores e sacramento perene da Páscoa de Cristo, Jesus concede paz e vida;

      V - dia 24, Nascimento de São João Baptista - Mais do que representar o Profeta que anuncia, João teve o privilégio de Batizar em penitência e encaminhar para “O Cordeiro de Deus” os seus discípulos. Austero, humilde, esclarecido e corajoso, assim viveu;

     VI - dia 28, Sagrado Coração de Jesus - O coração que só sabia amar. Na Oração Coleta da missa do dia, meditemos: “Concedei, Deus todo-poderoso, que ao celebrar a Solenidade do Coração do vosso amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos vossos dons”. Quanto amor revela Deus Pai pela sua criação, nas sucessivas rejeições por Ele perdoadas, nas murmurações e ingratos lamentos, nas cruéis vinganças e sucessivas aniquilações dos seus enviados. Motivos teria o Pai para renegar, castigar e afastar, definitivamente, tais filhos; mas, não! A Sua grandeza reside no redutor perdão e no resgate “por alto preço” através do Messias, trespassado na Cruz, brotando do Seu Coração a fonte que nos faz renascer. Confiamos mesmo nos teus braços abertos?;

   VII - dia 29, São Pedro e São Paulo, Apóstolos - Pilares da Igreja de Cristo, animada pelo Espírito de Deus que, misterioso, arrebata os impensáveis. Representam ministérios complementares, daí a celebração conjunta: o primeiro incidindo sobre a caridade e a unidade da Igreja e o segundo sobre a difusão universal do Evangelho. Do Evangelho da missa do dia, Mt 16, 13-19, à pergunta formulada por Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?», respondemos…

     Em destaque, dois acontecimentos: dia 6, Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento ás 19 na Matriz; e o Dia da Paróquia, a 9, no Santuário de Nossa Senhora do Socorro, com missa (a única!) ás 11horas. Dia 13: Santo António de Lisboa (Lx. 1195), o santo dos milagres, presbítero, doutor da Igreja e padroeiro secundário de Portugal. MO: Dia 1, S. Justino; a 3, S. Carlos Lwanga; a 5, S. Bonifácio; a 10, Sta. Maria, Mãe da Igreja; a 11, S. Barnabé; a 21, S. Luís Gonzaga. MF: Dia 6, S. Norberto; a 19, S. Romualdo; a 22, S. Paulino de Nola; a 27, S. Cirilo Alexandria.

 

 Armando Barbosa

 

      Maio- 2019

                Escala de Maio:
          Ministros da Comunhão

          

     “Simão … tu amas-Me?” (Jo 21,17) extraído do Evangelho da Liturgia Eucarística do terceiro Domingo da Páscoa, integra, no início da pergunta, o nome do Apóstolo ao qual o Senhor confiou a Sua Igreja: Simão Pedro, ou Cefas, conforme desde o início o batizou e predestinou (Jo 1, 42). Conseguimos imaginar o nome do Apóstolo substituído pelo nosso próprio nome? Caso sim, o que fazemos por isso? Justificados pelo nosso Batismo, investidos do espírito amoroso de Jesus Cristo, legitimamos a nossa caminhada na saga do Mestre de Nazaré. É o Senhor quem nos elege, conforme fez com os seus Apóstolos: Filipe - “Encontrou Filipe e disse: “Segue-Me” (Jo 1,42); e Tiago, chamado menor – “Jesus subiu ao monte e chamou os que desejava escolher… Tiago, filho de Alfeu,…” (Mc 3,13-19); festejados dia 3. Semelhante privilégio teve São Matias (Festa dia 14) eleito por Pedro (Act 1,21-26), após a Ascensão do Senhor, ao ser agregado aos doze em substituição de Judas Escariotes, como testemunha do percurso da vida terrena e da Ressurreição do Senhor, fundamento da fé cristã. Agora, é connosco!

     Se considerarmos o testemunho sobre Jesus a base catecumenal do cristianismo, então não há maior prova do que Nossa Senhora, a Virgem Santa Maria, Mãe de Jesus, pode dar sobre todos os acontecimentos que desde sempre pautaram a sua vida: Começando na Anunciação; passando pela Visitação de Nossa Senhora (Festa dia 31) onde demonstra a alegria de participar no plano de Salvação ao trazer no seu ventre (primeiro Sacrário) o Redentor e Salvador do mundo; intercedendo em Caná pela Sua primeira grande Revelação junto dos discípulos; dolorosa aos pés da cruz; terminando nos testemunhos descritos nos Actos dos Apóstolos (ex. Act 1,13-14). Ó Maria, primícia e esperança, orgulho do povo cristão, que te dignaste honrar Portugal com a tua visita em Fátima (homenagem dia 11 na missa das 18:30), intercede junto do teu filho Jesus, para que em cada fiel se cumpra dia-a-dia o testemunho do Evangelho da missa: “As minhas ovelhas escutam a minha voz. Eu conheço-as e elas seguem-Me… O Pai e Eu somos um” (Jo 10,27-30). A Festa do Credo, no dia 18, já foi sinal? Porquê?

     Sua mãe não cessa de amar no cumprimento da Missão confiada. Maria, nós queremos louvar-te nas sucessivas procissões das velas realizadas ao longo deste mês, após as missas nas igrejas da nossa paróquia. Na Igreja de Santa Cruz,  inicia-se o ciclo de Procissões das Velas (dia 3, após a missa das 20:30h), que percorrerá as ruas do lugar. Para Nossa Senhora (privilegiou Portugal a 13 de maio de 1917) retribuímos, disponíveis? Sabemos o significado das Procissões? E das Luzes?

     Maio poderia ser considerado, para além do mês de Maria, o mês do amor. Assim o abordámos de início; e assim continuamos, homenageando aquele amor profundo e misteriosamente generoso que cada mãe demonstra pelos seus filhos (Dia da Mãe com bênção das mães na missa das 11h, de dia 5). A Festa da Profissão de Fé, realizada na mesma Celebração Eucarística, constitui um testemunho público diante da Assembleia, reunida em Nome da Santíssima Trindade, porque Cristo Ressuscitou! Crendo na Ressurreição, somos convidados á oração e meditação em união a Cristo Jesus, na Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento, proposta a todos, mais particularmente aos catequistas, dia 2, após a missa das 18:30h. No dia 26 faremos a Festa da Eucaristia, memorial da Última Ceia; por sua vez, a Exposição deriva da Celebração. Alcançamos o que está implícito nestes Mistérios da Fé?

     As Rogações são orações de petição que têm lugar na quinta-feira após o VI Domingo da Páscoa (este ano, dia 30). Torna-se certamente oportuno recordar esta piedosa prática comunitária, na qual são apresentadas ações de graças a Deus ou intenções especiais com pedidos diversos, desde chuva, boas colheitas, liberação de alguma tormenta comunitária ou outras preocupações, como as relacionadas com o trabalho. Precisamente no dia 1 celebramos em MF São José, operário, esposo da Virgem Maria, exemplo de fidelidade, justiça e labor, em prol da família por Deus confiada (da missa da efeméride, da Epístola de São Paulo aos Colossenses: “Qualquer que seja o vosso trabalho, fazei-o de boa vontade, como quem serve ao Senhor e não aos homens…” Cl 3,14-15.17.23-24 (sugiro ler por inteiro). Neste Dia do Trabalhador, consagrem as famílias a São José, todo o esforço pessoal, profissional e económico.

     Referência indispensável: dia 12, Beata Joana de Portugal, Padroeira Diocesana. Vida breve (1452-1490) que a filha de D. Afonso V, rei de Portugal decidiu dedicar á oração e caridade.

     Em MO: dia 2, Santo Atanásio, bispo de Alexandria no século IV e um dos grandes doutores da Igreja Oriental, pela defesa convicta da divindade de Jesus Cristo, pela qual perseguido.

     Em MF: dia 1 São José, operário; a 18, São João I, Papa e mártir; a 20, São Bernardino de Sena (franciscano, grande pregador e evangelizador); a 21, São Cristóvão Magallanes, presbítero, e companheiros, mártires; a 22, Santa Rita de Cássia, religiosa (após viuvez e perda dos filhos ingressou no convento das Agostinhas em 1457); dia 25, São Beda Venerável, presbítero e doutor da Igreja, São Gregório VII, Papa, e Santa Maria Madalena de Pizzi, virgem; e a 27, Santo Agostinho de Cantuária, arcebispo Primaz de Inglaterra.

Armando Barbosa

 

       Abril- 2019

            Escala de Abril:
          Ministros da Comunhão

   

     O Evangelho do V Domingo da Quaresma (uma mulher apanhada em adultério) desperta o espírito autocrítico que deve prevalecer na vivência deste período, formador e juiz da conduta cristã da nossa fiel peregrinação: “Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra” (Jo 8,7b-8). Esta irrevogável (mas consciente!) condição de contínuo faltoso, gera campo fértil do qual brota a conversão que nutrirá um coração sensível e tolerante com o próximo, plasmado em Cristo Jesus, e a caminho de um Pai benevolente que sabemos espera-nos de braços abertos. Existe um perdão escandaloso? Sim, para todos aqueles que já desistiram de acreditar neste tempo favorável de Graça, de Esperança e Vida plena. Justiça e Salvação só em Deus Pai prevalecem; quem ousaria equivaler-se nessa condição?... O Sacramento da Reconciliação nos absolva. Meditemos (Liturgia da Missa): “Por Ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo…” (Fl 3,8b) e no Salmo 125(126).

     Neste Tempo Forte são propostas duas ativas participações, distintas e complementares: dia 4 após a missa das 18:30h. Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento (convite especial aos Acólitos, Leitores e zeladoras); e dia 12 às 21h a Via Sacra Paroquial, sinal excelente da Semana Santa e da nossa compassividade com Jesus. Queremos preparar-nos para a Boa Nova? Vamos juntos!

     Inauguramos a Semana Santa no Domingo de Ramos da Paixão do Senhor, focando toda a atenção no Tríduo Pascal, vértice da fé e da justificação Cristã. Dando cumprimento às Escrituras, Jesus encarrega-se pessoalmente dos diversos preparativos. São Lucas apresenta-nos Jesus determinado, consciente da Sua Missão e do limite voluntário do seu tempo, à frente dos seus discípulos que louvavam alegremente a Deus (“Bendito O que vem em nome do Senhor” - Lc 19,38a), antecipando o cenário da igreja que agora caminha, no seu próprio tempo, para casa do Senhor: “Jesus Cristo é O Senhor, para glória de Deus Pai” (Fl 2,11b). Encarnemos este espírito dia 21 (14h.) no envio dos Compassos, e na celebração da Missa da Ressurreição (17:30h.), seguida de Procissão.

     A Ceia do Senhor, Quinta-feira Santa: Primeira celebração do Tríduo Pascal. O relato do tudo o que Jesus fez e disse antes de, voluntariamente, ser entregue (ler e meditar na segunda leitura da missa: 1Cor 11,23-26). Sobre este momento e ato único está fundado o nosso compromisso eucarístico de todo o ano, eternamente renovado: “Fazei isto em memória de Mim.” Lc 22,19b). Eucaristia: alicerce e fundamento da vida cristã pela prática perene. Participando nas Missas entendemos este Mistério de Doação, extraindo benefícios? Cuidado: auto suficiência e indiferença aniquilam a fé!

     Paixão do Senhor, Sexta-feira Santa: uma Celebração austera e esperançosa. A morte e ressurreição são indissociáveis. Desfrutemos desse momento de especial devoção, o mistério da Adoração da Santa Cruz, que nos prepara para o jubiloso Aleluia da Vigília Pascal. O fiel despreza a tristeza; fomenta a espera com paz e confiança. Entramos, agora, na derradeira etapa da História da Salvação, no dia em que Cristo morreu na Cruz. Aspiramos à devolução da vida aos nossos corpos mortais no Juízo do Fim dos Tempos, justificados pela Ressurreição do nosso Mestre e Senhor. Jesus Cristo, crucifixado, revela a força e a sabedoria de Deus. Apenas Ele pode proporcionar a redenção aos que recorrem com espírito humilde e coração contrito. A partir da Cruz, atrai todos os convertidos a Si. No Domingo da Divina Misericórdia, Dia Paroquial do doente e do idoso, tenhamos presente a transitoriedade corpórea - Sl 117(118) da missa: “…Senhor, salvai os vossos servos”.

     O Sábado Santo da Vigília Pascal (após anoitecer) comporta quatro momentos. Inicia-se com o Lucernário, Rito da Luz, com bênção do fogo novo e acendimento do Círio Pascal, cuja chama passa de imediato às velas dos membros da assembleia. Após, recordamos as grandes etapas da História da Salvação numa longa liturgia que, lidos 7 textos do AT e da carta de São Paulo aos Romanos, termina com a proclamação do Evangelho da Ressurreição, segundo São Mateus. A terceira parte é preenchida com a liturgia baptismal; Bênção da água, Profissão de Fé, baptismos e confirmações, e aspersão da assembleia com água lustral. A usual liturgia da Eucaristia compõe a derradeira parte desta longa Celebração. Jubilosos proclamamos: Cristo verdadeiramente Ressuscitou - Aleluia!

     Dia 25 ás 9h. em São Marcos, missa dedicada ao autor do II Evangelho. Dia 29, única Festa do mês; Santa Catarina de Sena, virgem, doutora da Igreja e Padroeira da Europa. Embora analfabeta, ditou aos seus seguidores cartas de profunda espiritualidade. MF: dia 2, S. Francisco de Paula, eremita; a 4, Sto Isidoro, bispo; a 5, S. Vicente Ferrer, presbítero; a 11, Sto Estanislau, bispo; a 13 S. Martinho I, Papa; e a 30, S. Pio V, Papa, eleito em 1566: a ele se deve o Catecismo do Concílio de Trento e a revisão do Breviário e do Missal Romano, que permaneceu em vigor até 1970.

 

Armando Barbosa

 

  Março - 2019

          Escala de Março:
          Ministros da Comunhão

Se extrairmos da Primeira Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios (1Cor 15,54-58) - constitui parte da Liturgia da última celebração do Tempo Comum que antecede o Tempo Forte da Quaresma - os versículos: “A morte foi absorvida na vitória… Mas dêmos graças a Deus, que nos dá a vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo, …sabendo que o vosso esforço não é inútil no Senhor”, revela-se o trajeto que iniciamos nesta quarta-feira de Cinzas, 6 de Março; a proposta, o conforto e a esperança que fomentam a nossa Caminhada Quaresmal. Meditemos: sobre Quem alicerçamos a nossa fé?

     Esta Caminhada esperançosa seja espelhada num rosto que irradie Luz e Paz de Cristãos, com humildade (Imposição das Cinzas, Gn 3,19: “Lembra-te, homem, que és pó da terra e à terra hás-de voltar.”). Confiemos na Misericórdia do Pai Celestial (Salmo 50 (51): “Pecámos, Senhor: tende compaixão de nós.”). O caminho da conversão segue, rumo à felicidade (Segunda Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios, 2Cor 5,20-6,2: “Reconciliai-vos com Deus. Este é o tempo favorável.”). Assim, alcançaremos a vitória: do Evangelho de São Mateus, 6,1-6.16-18: “Teu Pai, que vê no segredo, te dará a recompensa”. Praticando oração constante, penitência, jejum ou abstinência, esmola caritativa e reconciliação, aí sim, realizamos Quaresma! Redimidos, desfrutamos da suave leveza da libertação?

     Muita atenção: não é um caminho de simples renúncias em si mesmas. Pretende uma verdadeira transformação pela conversão e uma relação genuinamente fraterna com todos os que se apresentem próximos. É inegável que as opções se tornam (quantas vezes!) angustiantes no limite da decisão. Mas, nada é insuperável quando suportado na oração, a exemplo de Cristo Jesus; na humildade, conforme São José, esposo da Virgem Santa Maria (Solenidade dia 19, com missa do dia ás 20 horas - e dia 24 missa de Festa ás 15 horas, seguida de procissão - na igreja que lhe está consagrada, em Assilhó); na disponibilidade e confiança totais, conforme a ditosa Virgem Santa Maria, Mãe de Jesus e Nossa Mãe (Anunciação do Senhor, Solenidade dia 25). Compreendemos onde pode habitar Deus?

     Cristo Jesus fortalecer-nos-á: Jamais estaremos sós! Escutemos e meditemos nas Sagradas Escrituras dos sucessivos Domingos. Nelas suportaremos as fragilidades e justificaremos as vitórias: Jesus vencerá Satanás e as suas tentações (I Domingo); mostrará a Sua Glória na Transfiguração, reforçando a fé dos seus discípulos (II Domingo); será Fonte de Água Viva, Luz e Ressurreição (III e IV Domingos). Jesus revela-Se continuamente. “Escutai o que Ele diz” (Mt 17,5b) - recomendou O próprio Pai aos Apóstolos, testemunhas da Transfiguração - ecoará nos ouvidos dos fiéis perenemente. “Escuta Israel” (Dt 6,4a) não se encerrou no Livro do Deuteronómio, realiza-se hoje, em cada fiel, na escuta e no compromisso. “Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça” (Mc 4,23) – prevenia Jesus!

     A Quaresma proporciona um reparador retiro espiritual, criando espaço à meditação, oração e conversão, sem implicar uma cisão com os diversos compromissos e responsabilidades de cada Cristão no dia-a-dia. Podemos (e devemos!) transpor para o quotidiano a manifestação social cristã, conforme Deus deseja, cumprindo o Seu plano, desde o princípio, para toda a Humanidade, Sua criação. Não há vida verdadeiramente cristã sem conversão e anúncio permanentes. É um processo contínuo; uma assunção catecumenal vitalícia. Da Liturgia brota o suporte fundamental deste progresso de consolidação da fé e da eficácia da ação Cristã. Este processo será efetivo sem participação Eucarística? Encerramos nos Domingos toda a prática da nossa fé? Que sinais damos ao mundo?

     Dia 7 de Março, para a Exposição do Santíssimo Sacramento (na igreja Matriz após a missa das 18:30h) todos se sintam convidados a participar, especialmente os grupos corais paroquiais. De dia 29 para 30, realizar-se-ão as 24 horas para o Senhor, uma iniciativa Arciprestal. Todas as manifestações de fé contribuem para uma igreja forte: “nós somos as pedras vivas do Templo do Senhor” Sl 23(24).

     Em Memória Facultativa: dia 4, São Casimiro (de origem Real, de tudo se libertou a favor de uma vida humilde e casta, dedicada ao Reino de Deus, servindo amorosamente os pobres); dia 7, Santas Perpétua e Felicidade, mártires (a segunda, sendo escrava da primeira, acompanhou não apenas o seu suplício como padeceu o mesmo martírio, ambas irredutíveis na afirmação da fé cristã que decidiram abraçar até ao fim); a 8, São João de Deus, religioso (de origem Portuguesa, após vida civil, dedicou-se aos pobres e doentes fundando a Ordem Hospitaleira); a 9, Santa Francisca Romana, religiosa (Fundadora das Oblatas Beneditinas); a 18 São Cirilo de Jerusalém, bispo e doutor da Igreja (pedagogo, pregador convicto e evangelizador destemido); a 23, São Turíbio de Mongrovejo, bispo.

Armando Barbosa 

 

  

  Fevereiro  - 2019  

      Escala de Fevereiro:
          Ministros da Comunhão

    Nosso Senhor Jesus Cristo, desde o seu nascimento, obriga cada Homem a revelar-se. Investido da missão que O Pai Lhe consagrou (anunciada pelos Profetas) por ocasião desta Sua Apresentação no Templo - Festa dia 2 - (conforme prescrevia a Lei naquele tempo: Ex 13, 1-2.15), e pelas palavras jubilosas de Simeão, sabemos a implicância da Sua Boa Nova: “Motivo de contradição”. Sendo Luz do Mundo, estabelece as condições voluntárias de adesão dos Homens à concretização do plano de Deus. Agora, mais que nunca, presente e actuante pelo Espírito Santo (Evangelho da Missa Festiva, Lc 2, 32: “Luz para se revelar às nações e glória de Israel vosso povo.”). E nós? Como nos revelamos?

     Vejamos a resposta: também nós, apresentados no templo em que fomos Baptizados, propostos e tornados desta forma discípulos de Jesus e verdadeiros filhos de Deus, não escapamos à saga do Mestre. A contradição é desafio na vida diária do Cristão. Nela encontramos campo fértil de manifestação pessoal; oportunidade de, com e pelo Espírito Santo, revelarmos o sinal com que fomos selados. Afirmemo-nos “sal da terra e luz do mundo” onde quer que nos encontremos, a propósito ou sem propósito algum.

     Confiemos ainda que, todas as vezes que as fragilidades da nossa condição humana contrariam o que o Pai Celestial deseja, possamos contar com a Sua imensa Misericórdia. Redimidos por Cristo Jesus (As Cinco Chagas do Senhor – Festa dia 7), com coração contrito e humilde, suportados na meditação do calvário da cruz, peçamos e sejamos atendidos com perdão e paz. Meditemos na primeira leitura da Missa do dia do Livro de Isaías, Is 53, 5 :”Cristo foi trespassado por causa das nossas culpas e esmagado por causa das nossas iniquidades. Pelas suas Chagas fomos curados.” As nossas enfermidades estão justificadas? Quem melhor as compreende? Como poderemos suportá-las em paz?

     O nosso Agrupamento de Escuteiros tem fortes motivos de festa ao longo de fevereiro. Começam por ser convocados dia 7 para a Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento, após a missa festiva das Cinco Chagas do Senhor (18:30h.) – bem apropriado o momento! A 22, dia de Baden-Powell, fundador do escutismo, terão missa celebrativa ás 18:30h. No dia seguinte, na missa vespertina do VII Domingo do T.C., à mesma hora, farão a Promessa de Escuteiros. Grande mês para vós! Estais preparados? E presentes!...

     Em São Pedro, aquando da sua negação em casa do Sumo Sacerdote, estão representados o compadecimento, o perdão e o resgate de que Jesus é capaz: Não foi por esse acontecimento frustrante que Jesus encontrou motivos de retirada de confiança em Pedro, na missão de chefe da Igreja (Cadeira de São Pedro, Apóstolo, Festa dia 22).

     Os irmãos São Francisco e Santa Jacinta Marto (MF dia 20), beatificados por São João Paulo II em Fátima a 13 de maio de 2000, e no mesmo local canonizados pelo Papa Francisco, a 13 de maio de 2017 na celebração centenário das Aparições de Nossa Senhora, são exemplo das missões já mencionadas aos eleitos pela fé. Recordemos a exortação que lhes foi proposta nas 3 visões do anjo e nas 6 da Virgem Maria: rezar pela remissão dos pecados, pela conversão dos pecadores e pela paz no mundo. Haverá maior Missão? Estaremos nós igualmente dispostos? Suportado na oração, o inabalável fiel descobrirá, mesmo na contrariedade e na dor, genuínos motivos para amar, em Jesus compassivo, tornado homem e verdadeiro Deus. Aqui, encontramos a justa resposta ás questões do terceiro parágrafo? Sabemos mais boas razões? Digamos quais…

     O saudoso Papa São João Paulo II proclamou patronos da Europa (a par de São Bento), São Cirilo, monge, e São Metódio, bispo (Festa dia 14). Rezemos pedindo a intercessão destes três santos pelo incremento da fé, numa Europa que perde as referências cristãs que a estruturaram. O Homem de hoje debate-se com condicionalismos sociais semelhantes á época de Jesus? Então, o caminho já foi definido pelo Mestre de Nazaré: do Salmo da missa, 116 (117) “Ide por todo o mundo e anunciai o Evangelho”.

     Em MO: dia 4, o Santo Português São João de Brito (nascido em Lisboa, meados Séc. XVII), foi presbítero missionário martirizado na Índia em 1693, ao serviço da fé, enquanto Jesuíta; dia 5, Santa Águeda, virgem e mártir; dia 6, São Paulo Miki e companheiros (martirizados ao serviço da fé, após as missões de São Francisco Xavier no Japão, resistindo à expulsão pelo imperador em finais do Séc. XVI); dia 18, São Teotóneo, presbítero português do Séc. XII, co-fundador do Mosteiro de Santa Cruz; e, por fim, dia 23, São Policarpo, bispo e mártir (contemporâneo dos Apóstolos de Jesus).

     Em MF: dia 8, São Jerónimo Emiliano, presbítero, ou Santa Josefina Bakhita, virgem; dia 11, Nossa Senhora de Lurdes (A Imaculada Conceição); e, finalmente, dia 21, São Pedro Damião, bispo e doutor da Igreja.

 
Armando Barbosa                                                                                                                          

 

 
Janeiro - 2019

        Escala de Janeiro:
           Ministros da Comunhão

   A Bem-Aventurada Virgem Santa Maria, Mãe de Deus e nossa mãe perene, celebrada dia 1 de Janeiro, torna cada novo ano especial. Queremos continuar dventurosos através da Oração Mariana de dia 6, às 16 horas, no Santuário de Nossa Senhora do Socorro. Quem melhor para nos defender, interceder e obter capital de graças, senão aquela que trouxe no seu ventre o Filho do Altíssimo, Nosso Senhor Jesus Cristo? Tomemos a resposta ao Salmo Responsorial, Sl 66 (67) da Missa da Solenidade e digamos incansavelmente: ”Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção”. Após recebermos a bênção final, convidados a ir pelo mundo como “sal e luz”, quando o sacerdote nos despede, convidando “Ide em Paz”, transformámo-nos no que graciosamente recebemos?

       A Missa do Crisma de dia 26, presidida pelo nosso bispo e pastor D. António, seja inspiradora. A sua presença e bênção irradie sobre nós a Paz, a Graça e a Força de Cristo Jesus, visíveis nas nossas relações diárias (“O Espírito do Senhor está sobre mim”, Lc 4, 18). Recordemos o nosso próprio Crisma: foi um ponto de chegada ou de partida? “Fomos” ou “sentimo-nos” Crismados?

      À luz da Natividade do Senhor foi-nos revelada a verdadeira identidade de Jesus Cristo, Filho de Deus feito homem. Na Epifania (Solenidade dia 6) celebramos o Mistério da manifestação universal do Senhor a todos os Homens. Caminhemos a par da multidão imensa, fruto e graça da Revelação, rumo à Jerusalém por Ele anunciada, congregando povos de todo o mundo, com júbilo e esperança: Sl 71 (72): “Virão adorar-Vos, Senhor, todos os povos da terra”- Quem reina? Da Epístola aos Efésios Ef 3, 2-3ª.5-6: “Os gentios recebem a mesma herança prometida”- Quem salva?

      Enquanto verdadeiros filhos de Deus e discípulos de Cristo Jesus, instituídos pelo nosso Baptismo, também nós somos farol nas nossas comunidades. Irradiemos luz, em palavras e acções, sob o plano ditoso de Deus de Salvação e Paz, para todos nós, Sua criação. Conforme Jesus, aquando da teofania revelada nas margens do Jordão: no momento do seu baptismo, pelo precursor João Baptista. Ali, sentiu a manifestação Divina, pela própria voz do Pai, que o define como “o Filho muito amado”( Mt 3,17), pela Missão com que nos resgatou e reconciliou com Deus (Festividade do Baptismo do Senhor, dia 13). As principais etapas da actividade messiânica de Jesus estão descritas e devem ser meditadas, pela sua simplicidade e universalidade, no Livro dos Actos dos Apóstolos. Será muito oportuno ler e meditar na segunda leitura da missa do dia, Act 10, 34-38, pela palavra de São Pedro, aquando da conversão e baptismo de um pagão. Temos uma Bíblia? Vamos lá!...

     Felizmente, não há forma de contornar a Missão quando Deus na sua infinita Misericórdia nos elege, pelo Santíssimo Nome de Jesus (Memória Facultativa dia 3). Esse mesmo Jesus proposto em Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento, dia 3, quinta-feira, ás 19 horas (após a missa semanal das 18:30h.), para todos os MEC, Visitadores de Doentes e elementos da Cáritas, paroquiais.

      Recordemos São Paulo, pela sua conversão dramática a caminho de Damasco (Festa dia 25), descrita nos Actos dos Apóstolos na primeira leitura alternativa proposta para a missa da efeméride: Act 9 1-22. Meditemos seriamente nas suas visitas e Cartas e sigamos o exemplo do Apóstolo dos gentios, tal como fizeram os seus discípulos São Timóteo e São Tito (Memória dia 26). Missão de todo o convertido, discípulo e fiel, será o anúncio da Palavra de Paz e libertação: Lc 10 1-9 “A vossa paz repousará sobre eles”. Há um tempo para a conversão… pode ser hoje…!  

     De Igreja de povo eleito a Igreja de convertidos, a história da Salvação progride, parecendo porventura lenta, mas constante. Desenvolve-se em obras geralmente anónimas de fiéis simples, no seu dia-a-dia, ou de especiais inspirados pelo Espírito, por acções mais visíveis e concretas (São João Bosco, dia 31); ou teológicas (São Basílio Magno e São Gregório Nazianzeno, ambos bispos, pregadores, teólogos e defensores da fé, dia 2; São Francisco de Sales, autor espiritualista e fundador da Ordem da Visitação, dia 24; São Tomás de Aquino, autor da Suma Teológica, dia 28); ou mesmo ascéticas (Santo Antão, eremita e iniciador do monaquismo, dia 17); ou ainda pela fidelidade até ao martírio (Santa Inês - mártir aos 12 anos! - dia 21) - propostos em Memória Obrigatória.  

    Recordemos especialmente São Sebastião, celebrado dia 20 na igreja que lhe foi consagrada na nossa paróquia, com missa ás 15 horas, seguida de procissão. Foi soldado romano de elite; terminou a sua carreira como mártir e santo. Pela sua conversão ao Cristianismo e brandura com os Cristãos, nas duras perseguições dos primeiros séculos, morre flagelado, atingido pelas setas conforme é representado em dolorosa imagem. Da Oração Colecta da missa da efeméride, digamos convictamente: “Concedei-nos, Senhor, o espírito de fortaleza, para que, a exemplo do vosso mártir São Sebastião, aprendamos a obedecer antes a vós que aos homens”. A minha peregrinação sobre a terra pauta-se por que prioridades? A quem prefiro? Onde deposito a minha esperança?  

      Uma menção ainda para o principal padroeiro de Lisboa, São Vicente, originário de Saragoça, diácono e mártir. Exemplar no anúncio do Evangelho no início do Século IV, período de grande perseguição e violência, revela especiais dotes de cultura e retórica, assim como pregador irredutível pela força da fé – dia 22, em Memória Facultativa.

      Ainda pela mesma Memória: dia 7, São Raimundo de Penaforte, presbítero, e dia 10, Beato Gonçalo de Amarante, igualmente presbítero.          

       BOM ANO, SANTO ANO!

Armando Barbosa



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