Liturgia

     Maio- 2020

        Em virtude da conjuntura vivida em Portugal e no mundo, justifica-se abordar o tema trabalho; fonte de rendimento, meio de valorização pessoal e da dignidade com que cada homem e mulher se sentem socialmente integrados. Jesus conhecia bem o ambiente laboral, sendo as suas parábolas ricas de contextos sobre a vida diária concreta. Porventura, não foram os Apóstolos convocados por Cristo enquanto trabalhavam (Ex: Mt 4,18-20, Mc 2,14, Lc 5,10-11 e Jo 1,43)? Não obstante Jesus salientasse que, no meio da azáfama, Deus deveria prevalecer sobre todas as coisas (Lc 10,38-42); e atravessamos um tempo no qual a confiança em Deus é trave mestra, porque acreditamos que o Pai nos conhece e, sabendo das nossas necessidades, nos aprovará (Ex: Mt 6,31-34). Procuramos as sugestões de leitura na nossa Bíblia? Vai ajudar-nos e ocupar-nos bem.

     A propósito, a Igreja celebra em Memória no dia 1 São José, Operário. Instituída em 1955 pelo Papa Pio XII, pretende relevar as qualidades do homem fiel a Deus, justo com sua esposa, trabalhador humilde mas digno e seriamente dedicado à sua família. José experimentou o esforço de manter o lar com o trabalho das suas mãos. Ensinou-o a Jesus ao ponto de, no Evangelho de Mateus, ser identificado como o “filho do carpinteiro” (Mt 13,55). Roguemos a São José - momento oportuno e urgente - a intercessão pelas famílias, pelos esposos e seus trabalhos diários, e pela dignidade e prosperidade nos seus lares; mas sem descurar primazia a Deus, confiando, orando e cumprindo a vontade do Pai do Céu que Cristo nos revelou (Jo 14,12-14).

     O derradeiro Tempo Pascal a percorrer do IV ao VI Domingo da Páscoa, encaminha para as Solenidades que atestam a real Ressurreição do Senhor e o cumprimento das promessas: Ascensão do Senhor e Pentecostes.

     Vejamos: Dia 24, Ascensão - Todos os evangelistas se referem às aparições do Senhor ressuscitado, em diversas circunstâncias, até ao momento da “Sua Ascensão ao Céu”. A História da Salvação inicia um novo capítulo em que Jesus, liberto das limitações humanas e à direita do Pai, transfere para os Seus Discípulos a responsabilidade de anunciar a Boa Nova, inaugurando a era da Igreja pela qual vela (Act 1,1-11). Cristo, Cabeça da Igreja (Ef 1,17-23), patrocina-nos pela Sua Eterna Glória, a sermos Seus anunciadores e construtores de paz, preparando o Seu regresso; “à esperança a que fostes chamados” (cf. Ef 4,4). Não vamos sós, porque: «Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra» (cf. Mt 28,18); dele beneficiamos! A quem ou o quê, devemos temer? E, Dia 31 - Pentecostes - Marca o encerramento dos cinquenta dias que celebram a Páscoa de Cristo; memorial do envio do Espírito Santo aos Apóstolos e, posteriormente, a todos os crentes. O Espírito confere incessantemente Dons e Carismas aos que O recebem, tornando-se sinal e potência no mundo - Sl 103(104): “Enviai, Senhor, o vosso Espírito e renovai a face da terra”. Até à Parusia, é connosco… certo?

     Testemunha desde o Baptismo até à Sua Ascensão, São Matias (Festa dia 14) foi seguidor primordial do Mestre de Nazaré e, em virtude de tal, faz parte do grupo dos Doze Apóstolos, incluído após a traição de Judas.

       A História da Salvação poderia resumir-se a uma contínua relação de abnegado amor do Pai Celestial. O amor incondicional do nosso Deus pelo seu povo culminou em Jesus Cristo, pela Sua plena dádiva - vivido no mês anterior e, este ano, de forma surpreendente. Este mês celebramos outro amor de forma superlativa - neste caso, o amor maternal - abrangendo tanto a esfera terrena como celestial, expresso em dois momentos: dia 3, Dia da Mãe, festejamos o amor profundo que cada mãe nutre pelos filhos; e dia 13, recordamos aquele amor exclusivo e inclusivo de Maria, Mãe Perene de toda a humanidade, celebrando Nossa Senhora de Fátima, que privilegiou Portugal com a sua visita. Sabemos retribuir em disponibilidade e em família? “Família, vocação de amor e caminho de santidade” é o lema deste ano pastoral e não faltam oportunidades para colocar em prática a urgente reconversão da Igreja doméstica. Nesse ambiente roguemos a Maria, pelo seu Imaculado Coração, confiando-lhe o encargo de mediadora, sobretudo pela proteção da ameaça à nossa saúde, tema que tanto nos aflige nos últimos meses. Acaso poderia Jesus esquecer o sublime pedido feito a sua Mãe a favor da Humanidade (Jo 19,26-27)? Acreditamos de verdade que Maria não cessa de cumprir essa Missão? Assim, poderia Jesus ignorar a constante intercessão de sua Mãe?

     Momentos de oração ao Sagrado Coração de Jesus, ao qual Portugal foi igualmente consagrado à guarda desta ameaça, são também requeridos. Porventura, haverá alguma limitação à omnipotência de Deus? Nesse diálogo íntimo com o Mestre de Nazaré, encontremos a força e nela a coragem de sermos fiéis ao nosso Baptismo, sabendo que a salvação já chegou até nós. Seremos verdadeiros discípulos e obreiros sem nos plasmarmos em Cristo? - “Eu sou a videira; vós os ramos. Quem permanece em mim e Eu nele, esse dá muito fruto; pois, sem mim, nada podeis fazer” (cf. Jo 15,5). Residirá na proporção da semelhança alcançada que, pelos dons da graça do Espírito Santo, realizaremos a maior diferença no mundo, hoje e sempre “sal e luz”.

     MO: No dia 2, Santo Atanásio, bispo e doutor da Igreja (bispo de Alexandria, no Egito, no ano de 323, é um dos grandes doutores da Igreja Oriental, apesar das perseguições e exílios de que foi vítima, na defesa de divindade de Jesus); e dia 26, S. Filipe Néri, presbítero (natural de Florença no séc. XVI, conhecido como o santo da alegria, pela vida carismática com que congregou jovens que aspiravam a uma vida religiosa).

     MF: No dia 1, S. José, operário; dia 12, Beata Joana de Portugal, nossa Padroeira Diocesana (uma vida breve -1452-1490- mas que a filha de D. Afonso V, rei de Portugal, proveitosamente decidiu dedicar á oração e caridade); dia 18, S. João I, Papa; dia 20 S. Bernardino de Sena, presbítero; dia 21 S. Cristóvão Magallanes, presbítero, e Companheiros, mártires; dia 22, Santa Rita de Cássia, religiosa; dia 25, S. Beda Venerável, S. Gregório VII e Santa Maria Madalena de Pizzi; dia 27, Santo Agostinho de Cantuária; e 29 dia S. Paulo VI, Papa.                                                                            

    Armando Barbosa

 

      Deus é imutável. O mundo e tudo quanto nele existe, isso sim, é passível de mudança. Perene é a Palavra e a ação da Santíssima Trindade junto da Igreja de Cristo, nascida do Pentecostes e animada pelo Espírito Santo. Sob este beneplácito, nenhuma vicissitude em dois milénios de história impediu a contínua difusão da Boa Nova. Atualmente, vemo-nos confrontados com a suspensão da celebração comunitária da Santa Missa - novo momento de provação na História da Salvação.

     Atravessamos um tempo estranho. Tempo que permeia até à Parusia e que o nosso Mestre e Senhor havia anunciado. Não é, por conseguinte, uma novidade - estávamos avisados, devemos assumir. Assistidos pelo Espírito, neste momento em que Portugal foi consagrado ao Sagrado Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, confiemo-nos individualmente e enquanto Nação à Sua guarda poderosa. Roguemos por saúde e esperança; sejam iluminados os dirigentes de todos os cargos; proteja e anime todos os profissionais de saúde na sua difícil missão de cuidar de todos; nos transforme e converta, e nos estimule à fraternidade.

     A cada época, as suas dificuldades. Mas igualmente os meios que permitem aos discípulos encontrar a forma de, com confiança e abnegadamente, superar-se enquanto Igreja, porque Deus não falta (Lc 22,35): Os Seus Santos bem o sabem e os Seus Mártires o confirmam. Ninguém desista nesta dura caminhada!

     Quanto a nós, hoje, utilizemos as tecnologias disponíveis para melhorar o conhecimento de Deus, manter a fé e as suas práticas vivas, difundir e chegar ainda mais longe. Jesus Cristo ajudar-nos-á a superar tudo quanto pareça o fim; e pode ser o fim de alguma coisa mas, em virtude, o início de uma nova era que, embora não parecendo melhor, seja diferente, eficiente e eficaz; talvez, mais assertiva. Até a Igreja doméstica – em hibernação? - tem agora tempo e espaço para se reanimar.

     Abandonemos as lamentações perseverando nas orações, porque «Tudo quanto pedirdes com fé, na oração, haveis de recebê-lo» (Mt 21,22). Assim, trabalhemos com fé, esperança e caridade, e sobretudo, confiando na fidelidade de Deus Pai a nós, Seu povo. Ânimo! Tornemos este tempo favorável.

     Desejo a todos a serenidade de quem possui real e viva fé, para superar as dificuldades, guiados pelo Espírito Santo. Somos o povo da esperança. Manifestemos esse sinal no mundo que de repente mudou, mas persiste. Vivamos o melhor possível esta Quaresma/Páscoa. Até breve, na igreja, se Deus quiser e Graças a Deus

 Armando Barbosa

 

   Abril- 2020

       Escala de Orientação Litúrgica :
     
    A
bril   ( Ano-A)

    

     A Quaresma que fomos capazes de viver e transformar em compromisso e conversão, constituiu a séria preparação para iniciarmos a Semana Santa, ou “Semana Maior”, pela solene memória do Mistério central da fé e da vida da Igreja: A Páscoa do Senhor – Cristo, morto e ressuscitado para a salvação de toda a humanidade. Com os ramos erguidos, aclamamos O Rei do Universo, Nosso Senhor Jesus Cristo, porque vencedor do pecado e da morte. Este é o Domingo de Ramos da Paixão do Senhor: “Hossana ao Filho de David. Bendito o que vem em nome do Senhor, o Rei de Israel. Hossana nas alturas” (Mt 21-9), entoam hoje os fiéis, à semelhança de todos aqueles que receberam Jesus na Cidade Santa de Jerusalém há dois mil anos. Mas agora, com a certeza fundada na Sua Páscoa, de que podemos ambicionar à mesma glória infinita que o Pai do Céu permite ser concedida a todos os Homens que, para além de crerem em Cristo Messias, realizam a Sua vontade e constroem, incansáveis, o Seu Reino.

     As Escrituras cumprem-se (Profecia de Zacarias - Zc 9,9), e Jesus encarrega-Se de todos os preparativos para este momento, conforme descrito no Evangelho de São Mateus (Mt 21,1-11). O Messias, rodeado pela multidão dos peregrinos chegados a Jerusalém para a Páscoa, avança em silêncio, “em nome do Senhor”. Entramos na derradeira etapa da História da Salvação e a sua compreensão suporta-se em toda a liturgia do Tríduo Pascal, apresentada nas três Celebrações mais importantes de todo o ano litúrgico. Se não nos disponibilizamos espiritualmente nestes dias, não sabemos mesmo nada acerca da nossa própria fé…

     A Ceia do Senhor, Quinta-Feira Santa, é a primeira celebração do Tríduo Pascal. Contém o relato do que Jesus fez e disse antes de, voluntariamente, ser entregue. No Evangelho de São João (Jo 13,1-15), além da instituição da Eucaristia, é narrado o surpreendente lava-pés, por Jesus aos Seus discípulos. Sobre este momento e ato único está fundado o nosso compromisso eucarístico de todo o ano, eternamente renovado: “Fazei isto em memória de Mim” (Lc 22-19b) - Eucaristia, o alicerce da vida cristã. Por seu lado, o lava-pés leva-nos a refletir sobre a humildade no serviço e o amor fraterno que devemos depositar em cada momento da nossa vida. A quem lavaríamos os pés, agora? Talvez ainda escolhêssemos… Vamos ler e meditar no indicado Evangelho de São João, porque se torna muito oportuno e vai fazer-nos bem.

     A Paixão do Senhor, em Sexta-Feira Santa, é uma Celebração austera e esperançosa. A Morte e Ressurreição são indissociáveis! “Apesar de ser Filho, aprendeu a obediência no sofrimento. E, tendo atingido a sua plenitude, tornou-Se, para todos os que Lhe obedecem, causa de salvação eterna.” (Hb 5,8-9) – Esta descrição profunda da Missão de Cristo Jesus prepara-nos para o jubiloso Aleluia da Vigília Pascal.

     O Sábado Santo da Vigília Pascal (após anoitecer), compreende quatro partes. Inicia com o Lucernário, Rito da Luz, com bênção do fogo novo e acendimento do Círio Pascal, cuja chama passaria de imediato às velas dos membros da assembleia. Após, as grandes etapas da História da Salvação são recordadas numa longa liturgia - sete textos do Antigo Testamento e da Carta de São Paulo aos Romanos - e termina com a proclamação do Evangelho da Ressurreição, segundo São Mateus (Mt 28,1-10). A terceira parte corresponde à liturgia baptismal; Bênção da água, Profissão de Fé, Baptismos e Confirmações, e Aspersão da Assembleia com água lustral. A usual liturgia da Eucaristia preenche a quarta parte que encerra esta longa Celebração.

     Cristo verdadeiramente Ressuscitou. Aleluia! Domingo de Páscoa: paz, alegria e meditação na Boa Nova. A perplexidade seja superada pela confiança, a exemplo dos Apóstolos, junto ao sepulcro. A Fé que nos anima se reforce com a leitura das Escrituras nos sucessivos Domingos da Páscoa. No basilar mistério da Ressurreição radica toda a nossa fé. A vida substancia-se e a morte encontra justificação. A longevidade que nos é oferecida permita não só desfrutar dos dias vividos mas, sobretudo, um tempo pleno de oportunidades para a conversão e realização de obras que possam dar consistência à fé procurada e, por graça, concedida. Em função, tornar objetivo esse mesmo caminhar que no fim se transformará. Aspiramos à devolução da vida aos nossos corpos mortais no Juízo do Fim dos Tempos, pela Ressurreição do Mestre e Senhor ao qual seguimos: “Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, também vos haveis de manifestar com Ele na glória.” (Cl 3,4) – Discípulos pelo Baptismo, cremos verdadeiramente? Realizamos o suficiente?

     No Evangelho do II Domingo da Páscoa (Divina Misericórdia, dia 19) descobrimos a Luz e Guia dos crentes, no Mistério da Fé Cristã pela Ressurreição (Jo 20,19-31); e no III Domingo, dia 26, a prática perene dessa fé, em renovação contínua, como é recordado no episódio dos discípulos de Emaús (Lc 24, 35-48).

     Este mês contempla duas Festas: Dia 25, São Marcos, autor do Segundo Evangelho, o primeiro a ser redigido; e dia 29, Santa Catarina de Sena, virgem, doutora da Igreja e Padroeira da Europa - embora analfabeta, ditou aos seus seguidores cartas de profunda espiritualidade.

     Sem MO, consideremos as seguintes MF: dia 2, S. Francisco de Paula, eremita; a 4, Santo Isidoro, bispo e doutor da Igreja; a 21, Santo Anselmo, bispo e doutor da Igreja; a 23, S. Jorge, mártir, pela sua fidelidade ao Cristianismo: embora a sua história possa incluir documentos lendários, foi soldado romano e tribuno militar, aparecendo iconograficamente representado a lutar com um dragão; a 24, S. Fiel de Sigmaringa, presbítero e mártir; a 28, S. Pedro Chanel, presbítero e mártir, e S. Luís Maria Grignion de Monfort, presbítero; e a 30, S. Pio V, Papa: eleito em 1566 e ao qual se deve o Catecismo do Concílio de Trento e a revisão do Breviário e do Missal Romano, que permaneceu em vigor até 1970.     

     Armando Barbosa

  

   Março- 2020

       Escala de Março ( Ano-A):
          Ministros da Comunhão
 

     Prossigamos com vigor a necessária caminhada quaresmal pelos trilhos pedregosos da conversão, nutridos espiritualmente pelos Evangelhos. Pratiquemos a caridade que nos liberta do peso das faltas, nos alegra, e faz viver este percurso como verdadeiros filhos de Deus; logo, irmãos. A cada passo, mostremos um rosto feliz de quem confia libertar-se das amarras que prendem ao que não é bom, de superar os hábitos que impedem de percorrer o caminho justo. Abandonemos a teimosia de renunciar a uma vida simples e verdadeira, e não descobre como alegrar-se, nos e com os outros - os próximos. Assim, seremos livres e a aurora da Páscoa emergirá, mais fulgente a cada semana que passa. Ou, por outro prisma, nos aproxima da grande Luz da Páscoa do nosso exemplar Mestre e Senhor, Jesus Cristo. Quanta alegria é, para mim?

     Após a Missa de Cinzas, os Evangelhos que escutaremos da I á V Semana da Quaresma, terão por tema, respetivamente: As Tentações de Jesus no Deserto (Mt 4,1-11: O demónio é derrotado por Cristo, fiel e inabalável, vitorioso e glorioso); A Transfiguração do Senhor (Mt 17,1-9: Pura revelação, onde é expressa a Majestade e a Glória de Jesus, ás quais não poderão ser suprimidos os momentos de Paixão, Morte e Ressurreição); O encontro com a Samaritana junto ao Poço de Jacob (Jo 4,5-42: Jesus é a única fonte de água viva que sacia toda a nossa sede espiritual, a cada encontro transformador); O Milagre da Cura do cego de nascença (Jo 9,1-41: Cristo é a poderosa Luz que dissipa as trevas e as barreiras que impedem o Homem de aceder à verdade, pela fé); e, por fim, A Ressurreição de Lázaro (Jo 11,1-45: Jesus é a única fonte de ressurreição e de vida, neste sinal messiânico de filiação divina, reforçado pela Sua voluntária entrega e posterior resgate aos grilhões da morte - Mistério basilar da nossa fé!). Vamos escutar, mas deveríamos ler…

     Ou seja: os sucessivos Evangelhos complementam-se e ajudam-nos neste percurso Quaresmal, onde Cristo é, simplesmente, o exemplo a seguir. «Este é o meu Filho muito amado… Escutai-O.» (Mt 17-5b), é a recomendação permanente que ecoa junto dos fiéis. E nós, avisados, ouvimos ou escutamos o Mestre?

     Jesus é o Caminho, a Vida e a Luz que resultam da Compaixão Divina. Nós somos a verdadeira razão da Sua vinda e da Sua Ressurreição. Devemos meditar seriamente nesta graça durante o longo retiro espiritual que a Quaresma constitui. «Disse-lhe Jesus: Eu sou a Ressurreição e a Vida. Quem crê em mim, ainda que tenha morrido, viverá. E todo aquele que vive e crê em mim, não morrerá para sempre. Crês nisto?» (Mt 11,25-26). Quando Jesus interpela, sendo a Sua Palavra intemporal e universal, dirige-se a todos e a cada um de nós e espera uma resposta não refugiada em frases feitas, mas um ponderado compromisso - certo?

     Nas Escrituras, Jesus transmite-nos uma sensação de profunda serenidade perante todos os obstáculos. Mesmo no meio da agitação das pessoas em cada lugar e episódio narrado, sentimos a força serena e ao mesmo tempo a determinação do Deus feito homem, acessível, confiante e superior. Conforta percebermos a sensibilidade humana que não esconde ao emocionar-Se, até nas lágrimas derramadas pela morte do seu amigo Lázaro. Que conforto sentir-Te tão próximo; aí, admito que sem luta não existe vitória. Tu és a vitória!

     Contudo, mais espaço à meditação, oração e conversão, não implicam uma cisão com os diversos compromissos e responsabilidades de cada Cristão no dia-a-dia. Patrocinam trazer para a vida quotidiana a linguagem, as práticas e relacionamentos, conforme Jesus nos ensinou. Não há vida verdadeiramente cristã sem conversão permanente. É um processo na vida catecumenal progressiva; e a Liturgia, o elemento basilar da aprendizagem, da evolução, da consolidação da fé e da eficácia da ação Cristã no mundo de hoje. Todo aquele que entra em intimidade com Cristo, no Espírito Santo, abre os olhos e deixa a cegueira, sai da escuridão para a luz, ganha vida nova e torna-se arauto (Jo 9,1-41). Nós, cristãos, somos assim?

     São José, esposo da Virgem Santa Maria, (Solenidade dia 19, com Missa do Dia ás 20 horas na igreja de Assilhó), constituído fiel exemplar, estabelece-se como modelo e trave mestra do ambiente familiar; na observância da fé, no trabalho, como dedicado esposo e, sobretudo, enquanto protetor amoroso de Jesus Cristo, seu divinamente confiado. Terá justa Missa de Festa seguida de Procissão no dia 22, às 15 horas.

     Celebramos solenemente o mistério da Salvação dia 25, A Anunciação do Senhor, pela disponibilidade e confiança da ditosa Virgem Santa Maria, eleita Mãe de Jesus. Meditemos: Onde quer habitar Deus? O responsorial do Salmo 39(40) da Missa - “Eu venho, Senhor, para fazer a vossa vontade.” - ajuda?

     Dia 5 de Março, para a Exposição do Santíssimo Sacramento (na igreja Matriz após a missa das 18:30h) todos se sintam convidados a participar. Todas as manifestações de fé contribuem para uma igreja forte: “nós somos as pedras vivas do Templo do Senhor” Sl 23(24). Enquanto tal, sintamo-nos igualmente convidados a participar nas “24 HORAS PARA O SENHOR”, nos dias 20 e 21. A nossa paróquia dinamiza este especial momento de devoção no dia 20, das 22 ás 24 horas, na nossa Igreja Matriz; renovado convite para todos.

     Este mês não apresenta Festividades ou sequer Memórias Obrigatórias, considerando-se apenas as seguintes Memórias Facultativas: dia 4, São Casimiro (embora de origem Real, de tudo se libertou a favor de uma vida humilde e casta, dedicada ao Reino de Deus, servindo dedicadamente os pobres); dia 7, Santas Perpétua e Felicidade, mártires (a segunda, sendo escrava da primeira, acompanhou não apenas o seu suplício como padeceu o mesmo martírio, ambas irredutíveis na afirmação da fé cristã que decidiram abraçar até ao limite); a 9, Santa Francisca Romana, religiosa (Fundadora das Oblatas Beneditinas); a 18 São Cirilo de Jerusalém, bispo e doutor da Igreja (pedagogo, pregador convicto e evangelizador destemido); e a 23, São Turíbio de Mongrovejo, bispo.                                                                                           Armando Barbosa

 

  Fevereiro- 2 020

 



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