Escala de Dezembro:
Ministros da Comunhão
A primeira Missa Dominical inicia a nossa caminhada do Tempo do Advento e inaugura o Ano Litúrgico A, ao longo do qual escutaremos mais particularmente o Evangelho de São Mateus. O Evangelista apresentará Jesus com o título de Emanuel; ou seja, “Deus connosco”. Pretende demonstrar dois aspetos relevantes: Em primeiro lugar, como em Jesus se realizam todas as Promessas anunciadas pelos Profetas do Antigo Testamento; Em segundo, como deve realizar-se, com justiça, a vontade de Deus no relacionamento entre os Homens, de todas as sociedades e em todos os tempos. O objetivo é claro: levar o fiel a concluir, pelo seu próprio raciocínio, que Jesus Cristo é o prometido e ansiado Salvador da Humanidade, seu modelo e inspiração. E nós?... Hoje, quem é Jesus para mim? Sinto a sua presença? Esperemos que não seja uma meta atingida de forma gratuita; antes o fruto ativo da fé, cultivada e recebida, por Graça do Espírito Santo.
No momento em que o Filho do Altíssimo se faz homem em Cristo Jesus, introduz na história humana o projeto ancestral da Salvação de Deus. Eis o desígnio de Jesus: estabelecer um processo de libertação dos pobres e oprimidos, dos excluídos, alcançando a paz que só da igualdade deriva. Daí resultou a violência que os poderes daquela época exerceram sobre Ele. Não obstante, e pela sua entrega voluntária, libertou-nos, em incondicional obediência aos planos do Pai, levada ao ponto extremo do sofrimento e da própria vida. O penhor do resgate resultante da Ressurreição legitima o percurso por Ele percorrido, enquanto exemplar e vitorioso caminho de vida. Agora, há um papel que a nós compete, conforme previne o Evangelho que inaugura esta I Semana do Advento: «Portanto, vigiai! Porque não sabeis em que dia virá o vosso Senhor.», Mt 24,37-44. Entendemos aqui uma imposição de olharmos tristes o momento derradeiro? Pelo contrário! É um convite a viver tranquilos um tempo indeterminado, porque suportados na fé e na esperança.
Neste espírito, o Advento torna-se genuíno tempo de preparação pessoal para mais uma celebração do Natal. A Encarnação de Jesus é o cumprimento das promessas de Deus junto do seu povo e um Mistério de Fé que os Anjos ajudaram a revelar em Belém: “Nasceu-vos hoje… um Salvador”, Lc 2,10-11. De uma humilde jovem, num estábulo e com os pastores como primeiras testemunhas, nasce Jesus; Deus Pai legitima estas penosas condições como dignas perante Si, franqueando as portas entre Terra e Céu, aproximando-nos definitivamente Dele, por Cristo, Redentor e nosso irmão. Deus revela-Se na fraqueza, revestindo-nos de fortaleza. Compreendemos como Deus se permite tão próximo? Na Missa Solene do Natal do Senhor, escutaremos: “E o Verbo fez-Se carne e habitou entre nós” (Jo 1,1-5.9-14), do Evangelho de São João (Apóstolo e Evangelista, redator ainda de três Epístolas e do Livro do Apocalipse, foi o corajoso seguidor do seu Mestre, desde a noite em que foi preso, até à morte de cruz – justa Festa celebrada, dia 27).
Contudo, o Natal transfigurou-se numa celebração cada vez mais distorcida da realidade a que se reporta. Torna-se necessário (por que não afirmar mesmo, urgente!) ensinar, ou simplesmente recordar a origem e a verdade do Natal; recentrar toda a nossa atenção no nascimento de Jesus, esse sim, o epicentro único com dois mil anos que marca o tempo entre o antes e o depois de Cristo. Sem o nascimento do Menino Jesus, não haveria Natal! E essa, é a verdade incontornável e redutora que torna tudo o resto acessório, mesmo que agradável. Alegremo-nos na verdade e façamos o puro Natal acontecer. Prontos para anunciar?...
O Nascimento do Nosso Salvador pressupõe uma mãe: Maria, Mãe de Jesus e por Ele tornada nossa Mãe. Predileta de Deus, concebida sem pecado, exemplar pela fidelidade irrepreensível, será Solenemente louvada dia 8, pela sua Imaculada Conceição (Salmo 97(98) da Missa da efeméride da Padroeira de Portugal: “Cantai ao Senhor um cântico novo: O Senhor fez maravilhas”). Percebemos o carinho e o orgulho do nosso povo em chamar a Maria sua Mãe, Mãe Perene? Da Oração Coleta: “… preparastes para o vosso Filho uma digna morada…”; sem dúvida, a modelar fiel de entre todos os fiéis? Meditemos.
Sendo a primeira igreja a doméstica, no exemplo da Sagrada Família de Jesus, Maria e José, daremos na Festividade de dia 29 particular relevância às famílias, com uma Bênção especial. Também os casais que tenham concretizado ao longo de 2019, 1, 25, 50 e 60 ou mais anos de matrimónio, celebrarão as bodas matrimoniais - sugiro leitura do Salmo 127(128) que tão bem releva a harmonia das Graças familiares.
Embora o Tempo de Natal seja revestido de júbilo, não devemos esquecer que o sofrimento e a cruz acompanham a vida dos fiéis. A Festa de Santo Estêvão (dia 26), primeiro Mártir da Cristandade, e dos Santos Inocentes Mártires (dia 28), relembram-nos: Só a provação dá prova! A sequela do Mestre não é fácil, mas será vitoriosa. Sob anonimato, quantos mais? Certamente aqueles que no Salmo 31(32) se enquadram.
MO: dia 3, S. Francisco Xavier, presbítero e padroeiro das missões; a 5, S. Martinho de Dume, S. Frutuoso, e S. Geraldo, bispos; a 7, Santo Ambrósio, bispo e doutor da Igreja; a 13, Santa Luzia, virgem e mártir nas perseguições dos primeiros séculos, cujo nome significa Luz (não esqueçamos ser predicado de fé) e da qual temos imagem na nossa igreja matriz, do lado esquerdo da nave central e desse mesmo lado do altar; e dia 14, S. João da Cruz, presbítero e doutor da Igreja.
MF: dia 4 S. João Damasceno, presbítero e doutor da Igreja; a 6, S. Nicolau, bispo; a 9, S. João Diego; a 11, S. Dâmaso I, Papa; a 12, Nossa Senhora de Guadalupe; a 21, S. Pedro Canísio, a 23, S. João de Quenty; e dia 31 S. Silvestre I, Papa.
A TODOS DESEJO: SANTO E FELIZ NATAL!
Armando Barbosa
Escala de Novembro:
Ministros da Comunhão
Novembro celebra duas importantes Solenidades: dia 1, Comemoração de Todos os Santos e, dia 24, Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo; momento de encerramento do Ano Litúrgico C que privilegiou as leituras do Evangelho de São Lucas. Neste momento de reflexão, meditemos e recentremos a nossa vida em tudo quanto ao longo deste Ano afirmámos professar. Quais os ensinamentos que o Evangelho de São Lucas nos proporcionou? Sentimo-nos tocados pelas palavras e ações de Cristo? Ou já nada nos surpreende?... Ou, por outro lado, conseguimos estabelecer Jesus como o nosso modelo de vida? Se atingimos esta Graça, não apenas assumimos o irrevogável compromisso do Batismo, mas, sobretudo, sentimos realizarem-se em nós As Bem-Aventuranças, hoje e agora; assim estamos já, mais que nunca, próximos do Pai do Céu que esteve sempre presente.
Lembrados nas Orações Eucarísticas, as Santas e Santos de Deus são venerados pelo povo Cristão Católico, particularmente no dia 1. Através deles realizaram-se as Bem-Aventuranças, constituindo-se fiéis exemplares, aos quais foi confiada a construção contínua do Reino de Deus. Nem todos são de antemão conhecidos, mas serão finalmente reconhecidos ao serem marcados com o selo na fronte dos servos de Deus, no fim dos tempos, como parte da “multidão imensa”, segundo o Apocalipse de São João (Ap 7,2-4, 9-14), da primeira leitura da Missa alusiva. “Esta é a geração dos que procuram o Senhor”, Salmo 23(24) da mesma Missa – esta busca incansável é expressão da nossa vida?
A Festa Comemorativa de Todos os Fiéis Defuntos no dia 2 (com Celebração vespertina no Cemitério Municipal, dia 1 ás 15 horas), enquadra-se na jubilosa esperança, justificada em Cristo Ressuscitado, O Bom Pastor e em tudo exemplar, que congregará a “multidão” do fim dos tempos; porque sabemos e acreditamos que Cristo Ressuscitou dos mortos e por Ele todos ressuscitaremos: «Quem comer deste pão viverá eternamente e Eu o ressuscitarei no último dia», Jo 6, 51-58. Desta forma, cremos que a vida peregrina de cada um de nós, fiéis, não é vivida em vão. Hoje, recordemos sobriamente aqueles que já partiram. Rezemos por todos ao Pai do Céu, cuja fé de cada qual só Ele intimamente conhece, rogando a Sua Infinita Misericórdia. Proposta: ler e meditar na Leitura da Segunda Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios (2Cor 4,14-5,1), da primeira Missa da efeméride: “As coisas visíveis são passageiras; as invisíveis são eternas”.
Na segunda Solenidade, dia 24 (Nosso Senhor Jesus Cristo, Rei do Universo), mais expressivo que marcar o encerramento do Ano Litúrgico C, ensina que a este título do Senhor está subjacente a Misericórdia de Deus no envio do Filho em Missão de resgate - O único Senhor e Rei Justo, restaurador da ordem destruída pelo pecado, triunfador sobre a morte no trono da Cruz e da vida pela Ressurreição. Peçamos, contritamente, pelo Batismo no Espírito Santo: sejamos capazes de compreender, aceitar, praticar e transmitir a realidade universal, redentora e intemporal da Sua Vitória sobre o mal e a injustiça, o pecado e a morte. «É como dizes: sou rei» (Jo 18,33b-37), afirma, determinado e livre, a Pôncio Pilatos. Quanto a nós, encontraremos o resultado do caminho que escolhemos a cada dia…
Festejamos dia 30 Santo André, Apóstolo, irmão de Simão Pedro, ambos humildes pescadores na Galileia. Foi inicialmente discípulo de João Baptista e o primeiro dos Apóstolos a seguir Jesus: “Eles deixaram logo as redes e seguiram Jesus”, Mt 4,18-22. Evangelizou na Ásia Menor (é o Padroeiro da atual Istambul, na Turquia), terminando a sua missão de evangelização na Grécia e, à semelhança do seu Mestre e Senhor, pelo suplício da cruz.
Dia 9, Festa da Dedicação da Basílica de Latrão, desde sempre Catedral do Bispo de Roma. Sinal expressivo da unidade na caridade da Igreja universal, enquanto Sé do Bispo Supremo, Pastor de todos os fiéis. Jesus constitui-se em si mesmo Templo, pela Ressurreição, através do qual celebramos o culto em Espírito e verdade (Jo 2,13-22, da Missa da efeméride). Maria foi igualmente instituída Templo do Altíssimo, sendo o primeiro Sacrário de seu filho Jesus, enquanto Mãe do Redentor. A Memória de dia 21, recorda a Apresentação de Maria pelos seus pais, São Joaquim e Santa Ana, em feliz pressuposto.
MO: dia 4, São Carlos Borromeu, bispo; a 6, São Nuno de Santa Maria, religioso, perito militar na transição do Séc. XIV/XV, vencedor da Batalha de Aljubarrota que garantiu a independência Nacional, e que, após viuvez, se recolhe no Convento do Carmo que mandara previamente construir; a 11 São Martinho de Tours, bispo; a 12, São Josafat, bispo e mártir; a 21, Apresentação de Nossa Senhora; e, por fim, a 22, Santa Cecília, virgem e mártir.
MF: dia 15 Santo Alberto Magno, bispo e DI; a 16 Santa Margarida da Escócia, rainha, e Santa Gertrudes, virgem; a 18, Dedicação das Basílicas de São Pedro e São Paulo, Apóstolos; a 23, São Clemente I, Papa e mártir, e São Columbano, abade; e, por último, a 25, Santa Catarina Alexandrina, virgem e mártir.
Armando Barbosa
Escala de Outubro:
Ministros da Comunhão
Festejar dia 18 São Lucas, Evangelista, torna-se especial, em virtude de estarmos liturgicamente no Ano C e ser, exatamente Lucas, o autor privilegiado. Natural de Antioquia, na Síria, culto e médico, foi companheiro de São Paulo nas viagens missionárias e seu conforto na fase final da sua vida (conforme leitura da missa da efeméride, da Segunda Epístola de São Paulo a Timóteo – 2Tm 4,11a: “Só Lucas está comigo.”). Beneficiou ainda de outro privilégio particular: ter convivido com Maria e os Apóstolos, em Jerusalém. A riqueza dessa experiência contribuiu, decisivamente, para a sua inspiração no Espírito Santo, para a redação do Santo Evangelho e do Livro dos Atos dos Apóstolos. Lucas enalteceu a importância de Maria na História da Salvação (sensível, disponível e discreta), e das mulheres que serviram Jesus e os Apóstolos, neste Evangelho de tons femininos, dos desconsiderados (mulheres e crianças) e da redenção dos pecadores pelo Mestre de Nazaré. Lc 10,2 «A seara é grande, mas os trabalhadores são poucos. Pedi ao dono da seara que mande trabalhadores para a sua seara.» - Vamos?!... Bem a propósito, a Epístola de São Tiago… “Mostra-me a tua fé sem obras, que eu, pelas obras, te mostrarei a minha fé.” (Tg 2,18).
Este mês, em MO, consideremos: Dia 1, Santa Teresa do Menino Jesus - com 15 anos ingressou no Carmelo de Lisieux em França, iniciando uma caminhada de espiritualidade dedicada à causa missionária, justificando o título de padroeira das missões (Sl130(131): “Guardai-me junto de Vós, na vossa paz, Senhor”). Dia 2, Santos Anjos da Guarda - perene Adoração e Louvor a Deus, assim como discreta e eficaz proteção junto de nós, povo eleito, constitui a missão incansável dos Anjos. São ainda os portadores solenes das mensagens de Deus. Como entendemos nós a Anunciação? (Lc 1,31 “Conceberás e darás à luz um Filho”). Dia 4, São Francisco de Assis: nascido em berço abastado, após vida desregrada e em convalescença, descobre um Cristo pobre mas feliz: mudança radical! Tornou-se inspirador de tantos jovens como exemplo de vida e criador de institutos pelo Bem e pela Paz (Gl 6, 14-18 “Trago no meu corpo os estigmas de Cristo”). Dia 15, Santa Teresa do Menino Jesus: natural de Ávila, Espanha, ingressou no Carmelo com 20 anos. Reformadora dos Carmelos no seu país e especialmente inspirada pelo Espírito Santo, foi declarada padroeira das Missões pela particular dedicação missionária e proclamada doutora da Igreja por São João Paulo II (Jo 15,5: «Quem permanece em Mim e Eu nele dá fruto abundante»). Por fim, dia 17, Santo Inácio de Antioquia: segundo Bispo na Síria da cidade que compõe o seu nome. Nem a deportação para Roma onde foi devorado pelas feras, o impediram de escrever durante a viagem as cartas de Fé na unidade da Igreja e de esperança na Luz que esperava encontrar em breve. Fl 3, 17-4,1 “Esperamos o nosso Salvador, que transformará o nosso corpo miserável, para o tornar semelhante ao seu corpo glorioso”). Jo 12, 26: «Se alguém Me quiser servir, que Me siga, e onde Eu estiver ali estará também o meu servo. E se alguém Me servir, meu Pai o honrará.» As leituras da efeméride estimulam-nos a ser discípulos no mundo de hoje?
Não esqueçamos a devoção Mariana que este mês sugere, inspirados na mensagem das aparições de Nossa Senhora em Fátima. A recitação do Terço, proposta nesse momento, permita que o nosso coração se torne permeável às contemplações dos Mistérios e a nossa ação seja conforme às vidas exemplares de Jesus e Maria. Rezamos? Em que circunstâncias? Conforme exortava São Paulo à comunidade de Tessalónica (Ts 5,16): “Sede sempre alegres. Orai sem cessar. Em tudo dai graças. Esta é, de facto, a vontade de Deus a vosso respeito em Jesus Cristo. Não apagueis o Espírito.” – se achamos esta conduta difícil, então, definitivamente, não percebemos nada daquilo a somos chamados pelo Batismo!
As Santas e Santos de Deus são venerados, especialmente na Solenidade de Todos os Santos, com Missa vespertina dia 31 às 18:30h. Tenhamos presentes todos os fiéis exemplares em Cristo na construção do Reino de Deus, nos quais se realizaram as Bem Aventuranças. Salmo 23(24) da Missa “Esta é a geração dos que procuram o Senhor”.
MO: Dia 1, Stª Teresa do Menino Jesus; 2, Santos Anjos da Guarda; 4, S. Francisco de Assis; 7, Nª Srª do Rosário; 15, Stª Teresa de Jesus; e a 17, Stº Inácio de Antioquia.
MF: Dia 9, São Dionísio, São João Leonardo e S. João Newman; 11, São João XXIII (o Papa da simplicidade e da bondade, convoca o Concílio Vaticano II para a renovação da Igreja); 14. S. Calisto; 16, Stª Edwiges e Stª Margarida Maria Alcoque; 19, S. Paulo da Cruz, S. Brébeuf e S. Isaac Jorgues; 22, S. João Paulo II (o Papa Polaco poliglota que sobrevive ao atentado, profundamente Mariano, Peregrino com longo Pontificado, Ecuménico, reformador, popular e mártir da doença); 23, S. João Capistano; e dia 24, Santo António Maria Claret.
Armando Barbosa
Escala de Setembro:
Ministros da Comunhão
Pela Cruz, fomos salvos; estamos salvos! Nela se revela, muito embora de forma estranha ao mundo, a plenitude do amor e a redundante vitória da vida sobre o pecado e a morte. Por isso, somos marcados com o sinal da Cruz em todos os Sacramentos no percurso da vida Cristã. Essa presença constante nas nossas casas e igrejas (e eventualmente outros ambientes de onde, talvez, já tenha sido, precipitadamente, retirada – imposição de minorias avessas ás referências e ao respeito particular?), deve focar-nos no sinal da nossa pertença, através da qual podemos, orgulhosamente, considerar-nos o povo da herança maior. Poderá, por inerência, haver maior padroeiro a que uma Paróquia possa ambicionar? Vamos refletir…
“Paróquia de Santa Cruz”: assim é denominada esta onde, enquanto Igreja de Cristo, exercemos a expressão contínua da nossa fé. A salvação consiste neste estandarte que é a Cruz, onde o Filho, proposto escravo do suplício («Deus amou tanto o mundo que entregou o seu Filho Unigénito…», Jo 3,16a), em obediência graciosa ao Pai a favor do resgate do género humano, se entrega voluntariamente para que se cumpra tudo o que foi anunciado, e agora se concretiza, em conformidade com o plano do próprio Deus. Meditemos: «…também o Filho do homem será elevado, para que todo aquele que acredita tenha n’Ele a vida eterna.», Jo 3,14b-15 - Evangelho da Missa Solene (Jo 3,13-17); e na Epístola do Apóstolo São Paulo aos Filipenses (Fl 2,6-11): “Humilhou-Se a Si próprio por isso Deus O exaltou”. Compreendemos o Mistério da transição da condição divina à humana, como nossa validação para a vida divina?
A Exaltação da Santa Cruz terá Missa do dia, a 14 às 20 horas, na Igreja de Santa Cruz. Tomemos este solene momento para recentrar a nossa fé e rogar ao Padroeiro Paroquial para que aprouve ás nossas necessidades, pastorais e comunitárias. Dia 15 às 16 horas, haverá Missa da Festa, na mesma igreja, seguida de Procissão; momento de manifestação pública de Fé. “Nós Vos adoramos e bendizemos, Ó Jesus, que nos remistes pela vossa Santa Cruz”: É consolador fundar a nossa vida na Glória do Senhor? Somos gratos a superlativo penhor?
Intimamente associada à Missão do seu Filho Jesus (desde a Anunciação, até à intercedida revelação nas Bodas de Caná; e desde o suplício da Cruz, à vitória da Ressurreição) Maria está muito presente, assumindo, até aos dias de hoje e por toda a eternidade, a responsabilidade de ser amparo da Igreja, sua Mãe e Rainha. Este maternal conforto de clamar pelo Seu Santíssimo Nome de Maria (MO dia 12) – para os fiéis, antónimo de orfandade – recorda-nos como Deus está tão próximo da sua criação mas, sobretudo, como se quer tornar acessível a todos; mais ainda: cada um de nós compreender que atingir a divindade é, mais que necessário e possível, uma urgência. Se não confio, muita atenção: porque aí, não habita Deus!
A Epístola de São Paulo aos Gálatas, esclarece (Gl 4,4-7): “…Deus enviou o seu Filho, nascido de uma mulher e sujeito à Lei, para resgatar os que estavam sujeitos à Lei e nos tornar seus filhos adotivos… Assim, já não és escravo, mas filho. E, se és filho, também és herdeiro, por graça de Deus.” Por conseguinte, podemos clamar: «Abbá! Pai!», confiadamente.
O redator do Evangelho que revela o Reino, os pressupostos Cristãos e a fundação da Igreja, São Mateus, Apóstolo e Evangelista (Festa dia 21), expõe os seus vastos conhecimentos culturais na apresentação das obras e palavras do seu Mestre, Jesus. Pelo chamamento do original cobrador de impostos para a missão (Levi), sem estigmas, percebemos que só o Senhor sabe porque escolhe aqueles a quem elege. A misericórdia da redenção é escrita pelo próprio, no seu Evangelho (Mt 9,9-13, da Missa): «”Segue-me”: Ele levantou-se e seguiu Jesus.».
Surpreendidos? Só mesmo todos aqueles que não creem que o Reino de Deus chegou por Cristo Jesus e o tempo da Igreja está inaugurado pelo Espírito Santo. Meditemos neste texto do nosso bispo diocesano que nos convida a ser uma Igreja abrangente, atenta, sensível e ao encontro: “Agir pastoralmente à maneira de Jesus, pôr-se a caminho, acompanhando as pessoas, ouvindo-as, ajudando-as a crescer em estatura, em sabedoria e em graça.” (Cf. D. António Moiteiro, Introdução do livro Vocação Batismal, Caminho de Santidade).
MO: dia 3, S. Gregório Magno; 13, S. João Crisóstomo; 16, S. Cornélio e S. Cipriano; 20, Stº André Kim Taegon e S. Paulo Hasang; 27, S. Vicente de Paulo; e a 30 S. Jerónimo.
MF: dia 9, S. Pedro Claver; 12, Santíssimo Nome de Maria; 17, S. Roberto Belarmino; 19, S. Januário; 23, S. Pio de Pietrelcina; 26 S. Cosme e S. Damião; e a 28, S. Venceslau e S. Lourenço Ruiz.
Escala de Agosto:
Ministros da Comunhão
As Celebrações dedicadas à Virgem Santa Maria, Mãe do Redentor Jesus Cristo (instituída nossa Mãe), revelam toda a riqueza da devoção Mariana da Igreja, sendo um justo tributo e solene louvor. Revestidas de distintos propósitos, contribuem para a legítima homenagem da exemplar entrega ao serviço de Deus e da Humanidade daquela que, acreditando, entrou na história da salvação com primícias de resgate absoluto - « O Todo-Poderoso fez em mim maravilhas: Santo é o seu nome.» Lc 1,49 (meditemos O Magnificat, a oração dos pobres que creem na salvação de Deus e não dos poderosos!). «Primeiro Cristo, como primícias; depois os que pertencem a Cristo.» 1Cor, 15,23. Confiamos na admirável Graça a que somos chamados?
A nossa Rainha do Céu, incansável intercessora dos que a ela recorrem, mostra o único caminho para o Pai: unicamente por seu filho Jesus, na Glória em que já resplandece. O rosto Transfigurado de Jesus (Festa dia 6) que tanto impressionou os seus Apóstolos (Pedro, Tiago e João), é revelação dessa Glória à qual aspiramos, no limite desta peregrinação terrena, após todas as provações, na saga dos verdadeiros discípulos do Mestre de Nazaré. Do Evangelho de São Lucas (9,28b-36) da Missa do dia, tentemos desmistificar o fascínio de Pedro, sentindo-se tão perto do Céu: «Pedro disse a Jesus: “Mestre, como é bom estarmos aqui!”». Assim, iluminados por Jesus, urge partilhar o deslumbre e anunciar O Ressuscitado, hoje e agora.
São Bartolomeu, Festa a 24 (Evangelho da Missa -Jo 1,45-51- apresenta o chamamento peculiar): enquanto Apóstolo teve o privilégio do convívio com Jesus, fortalecendo gradualmente a fé que mais tarde proclamou na Pérsia e Índia, até ao martírio (caminho da Glória na Ressurreição): «Quem quiser seguir-Me, negue-se a si mesmo, tome e sua cruz e siga-Me.» Mt 16,24.
MO: dia 1, Stº Afonso Maria Ligório; 8, S. Domingos; 14, S. Maximiliano Maria Kolbe; 17, Stª Beatriz da Silva (nascida em Campo Maior, Portugal - 1424); 20, S. Bernardo; 21, S. Pio X; 22, Virgem Santa Maria, Rainha; 27, Stª Mónica; 28 Stº Agostinho; e a 29, Martírio de S. João Batista. MF: dia 2, S. Pedro Juliano Eymard e Stº Eusébio de Vercelas; 5, Dedicação da Basílica de Santa Maria Maior; 7, S. Sisto III e S. Caetano; 12, Stª Joana Francisca de Chantal; 13, S. Ponciano e S. Hipólito; 16, Stº Estêvão da Hungria; 19, S. João Eudes; 23, Stª Rosa de Lima.
Escala de Julho:
Ministros da Comunhão
Oração: através das Escrituras descobrimos os momentos de intimidade que Jesus dedicava ao Pai do Céu. Imaginamos plenos de silêncio e paz, de “deserto” e “escuta”… belos! E como nós, reféns da tribulação diária, necessitamos seguir o exemplo. A vida catecumenal e missionária que o nosso batismo lega está fundada numa orientação não somente pessoal; resulta da ação e graça do Espírito Santo, estimulador do desenvolvimento espiritual e do apostolado que Jesus espera, conforme realizou com os seus Apóstolos. Segundo São Lucas (Lc 10,1-9), não foram apenas doze os designados, mas também muitos discípulos anónimos (setenta e dois) que o Senhor elegeu como primeiros anunciadores da Boa Nova, aos lugares onde Ele próprio haveria de deslocar-Se; além de tantas mulheres que este “Evangelho no feminino” e os Atos dos Apóstolos recordam, como Sta. Maria Madalena (Festa dia 22).
Fazer de todas as nações um só Povo de Deus, congregado na Glória da Cruz, após Pentecostes, prevalece desígnio de todos e cada um de nós, seus discípulos. «A messe é grande mas os trabalhadores são poucos» (Mt 9, 37) – constatação e chamamento com dois milénios. Missão difícil? Consideremos: estamos hoje apetrechados de meios com alcance e eficácia incomparavelmente superiores dos que dispunham Jesus e os seus poucos discípulos, pessoas humildes de uma pequena nação ocupada. Vamos trabalhar? Avancemos pela pequena seara doméstica e pela seara próxima que é a terra onde habitamos - ambientes comuns. Assim, de muitas pequenas metas, resultarão mais vitórias ou possibilidades de correção de rota.
Não ignoremos, contudo, os perigos que testemunhar Jesus implica. São bem conhecidas as ameaças por todo o mundo. Realismo e determinação, baseados numa fé consciente porque bem formada, com renovação e reforço espiritual contínuos, são as armas do cristão, desde sempre. Tomemos por exemplo São Tomé, Apóstolo (Festa dia 3): representa toda a falta de crença inicial dos restantes discípulos em Jesus; de todos nós, afinal, nos momentos de fragilidade. A exposição aos perigos, pelo testemunho que estava convidado a dar do Messias Salvador terão, talvez, dificultado a consciência profunda do alcance da missão do Mestre de Nazaré. «Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos, se não meter o dedo no sinal dos cravos e a mão no seu lado, não acreditarei.» (Jo 20,25b), frase lapidar do Dídimo, enquanto reflexo das vacilações da fé. Do mesmo Evangelho de São João (Jo 20,24-29), da missa da Festa: «Meu Senhor e meu Deus» (Jo 20,28) - torna-se a enfática profissão de fé de Tomé no seu Senhor, o selo da relação que sempre foi íntima, caridosa e incentivadora. «Porque Me viste, acreditaste; felizes os que acreditam sem terem visto», conclui Jesus, neste Evangelho, levando-nos à feliz razão de que esses ditosos, somos nós. Hoje e agora! Assim confiemos…
São Tiago (designado “Maior” em distinção de Tiago “irmão” de Jesus), Apóstolo (Festa dia 25), teve o privilégio de testemunhar os milagres de Jesus. Embora sendo o primeiro a sofrer o martírio, foi profícuo no extenso testemunho evangélico que fez chegar até ao extremo peninsular ibérico. Do Salmo 125 (126) da missa : “Os que semeiam com lágrimas recolhem com alegria” - Quantas vezes?... Quantos dias?... A vida é agitação e mudança; somente Deus permanece imutável - meditemos na Leitura da Epístola da efeméride: 2Cor 4,7-15.
MO: Dia 4, Sta. Isabel de Portugal; a 15 S. Boaventura; a 16, Nossa Senhora do Carmo; a 17, Beato Inácio de Azevedo; a 18, Beato Bartolomeu dos Mártires; a 26, S. Joaquim e Sta. Ana; a 29, Sta. Marta (gentil irmã de Maria e Lázaro e que, na morte deste, corre para Jesus em profissão de fé em Deus, reconhecendo o seu poder sobre a vida e a morte, através de Cristo – ler Evangelho do XVI Domingo do T.C.); e a 31, Sto. Inácio de Loiola. MF: Dia 5 Sto. António Maria Zacarias; a 6 Sta. Maria Goretti; a 9 Sto. Agostinho Zao Rong; a 13, Sto. Henrique; a 20, Sto. Apolinário; a 24, S. Sarbélio Makhluf; e a 30, S. Pedro Crisólogo.
Escala de Junho:
Ministros da Comunhão
Sete Solenidades sustentam de devoção e alegria este mês de junho.
A saber: I - dia 2, Ascensão do Senhor - Os evangelistas referem-se às aparições do Senhor ressuscitado, em diversas circunstâncias, até ao momento da “Sua Ascensão ao Céu”. A História da Salvação inicia um novo capítulo em que Jesus, livre das limitações humanas e à direita do Pai, permanece presente junto dos seus. Cristo, Cabeça da Igreja (Ef 1, 17-23), patrocina-nos a sermos seus anunciadores e construtores de paz no mundo (Mc 16, 15-20);
II - dia 9, Pentecostes - Encerramento dos cinquenta dias em que celebrámos a Páscoa de Cristo e de memorial do envio do Espírito Santo aos Apóstolos e a todos os crentes. O Espírito confere incessantemente Dons e Carismas aos que O recebem, tornando-Se sinal e potência no mundo (Sl 103);
III - dia 16, Santíssima Trindade - Os Mistérios da fé, os Sacramentos e toda a vida cristã estão alicerçados em “Deus Pai Todo-Poderoso, em Jesus Cristo, Seu único Filho e no Espírito Santo”, conforme professamos em oração. Salvos pelo poder da Entidade Trinitária podemos chamar Pai a Deus, irmão a Jesus e Paráclito ao Espírito;
IV - dia 20 – Santíssimo Corpo e Sangue de Cristo - A vida é um Dom de Deus e tudo quanto Nosso Senhor Jesus Cristo realizou na Última Ceia reverte para a oferta da Sua própria vida em resgate. Na Eucaristia, Nova Aliança para libertação dos pecadores e sacramento perene da Páscoa de Cristo, Jesus concede paz e vida;
V - dia 24, Nascimento de São João Baptista - Mais do que representar o Profeta que anuncia, João teve o privilégio de Batizar em penitência e encaminhar para “O Cordeiro de Deus” os seus discípulos. Austero, humilde, esclarecido e corajoso, assim viveu;
VI - dia 28, Sagrado Coração de Jesus - O coração que só sabia amar. Na Oração Coleta da missa do dia, meditemos: “Concedei, Deus todo-poderoso, que ao celebrar a Solenidade do Coração do vosso amado Filho, recordemos com alegria as maravilhas do vosso amor e mereçamos receber desta fonte divina a abundância dos vossos dons”. Quanto amor revela Deus Pai pela sua criação, nas sucessivas rejeições por Ele perdoadas, nas murmurações e ingratos lamentos, nas cruéis vinganças e sucessivas aniquilações dos seus enviados. Motivos teria o Pai para renegar, castigar e afastar, definitivamente, tais filhos; mas, não! A Sua grandeza reside no redutor perdão e no resgate “por alto preço” através do Messias, trespassado na Cruz, brotando do Seu Coração a fonte que nos faz renascer. Confiamos mesmo nos teus braços abertos?;
VII - dia 29, São Pedro e São Paulo, Apóstolos - Pilares da Igreja de Cristo, animada pelo Espírito de Deus que, misterioso, arrebata os impensáveis. Representam ministérios complementares, daí a celebração conjunta: o primeiro incidindo sobre a caridade e a unidade da Igreja e o segundo sobre a difusão universal do Evangelho. Do Evangelho da missa do dia, Mt 16, 13-19, à pergunta formulada por Jesus: «E vós, quem dizeis que Eu sou?», respondemos…
Em destaque, dois acontecimentos: dia 6, Exposição e Adoração ao Santíssimo Sacramento ás 19 na Matriz; e o Dia da Paróquia, a 9, no Santuário de Nossa Senhora do Socorro, com missa (a única!) ás 11horas. Dia 13: Santo António de Lisboa (Lx. 1195), o santo dos milagres, presbítero, doutor da Igreja e padroeiro secundário de Portugal. MO: Dia 1, S. Justino; a 3, S. Carlos Lwanga; a 5, S. Bonifácio; a 10, Sta. Maria, Mãe da Igreja; a 11, S. Barnabé; a 21, S. Luís Gonzaga. MF: Dia 6, S. Norberto; a 19, S. Romualdo; a 22, S. Paulino de Nola; a 27, S. Cirilo Alexandria.
Escala de Maio:
Ministros da Comunhão
“Simão … tu amas-Me?” (Jo 21,17) extraído do Evangelho da Liturgia Eucarística do terceiro Domingo da Páscoa, integra, no início da pergunta, o nome do Apóstolo ao qual o Senhor confiou a Sua Igreja: Simão Pedro, ou Cefas, conforme desde o início o batizou e predestinou (Jo 1, 42). Conseguimos imaginar o nome do Apóstolo substituído pelo nosso próprio nome? Caso sim, o que fazemos por isso? Justificados pelo nosso Batismo, investidos do espírito amoroso de Jesus Cristo, legitimamos a nossa caminhada na saga do Mestre de Nazaré. É o Senhor quem nos elege, conforme fez com os seus Apóstolos: Filipe - “Encontrou Filipe e disse: “Segue-Me” (Jo 1,42); e Tiago, chamado menor – “Jesus subiu ao monte e chamou os que desejava escolher… Tiago, filho de Alfeu,…” (Mc 3,13-19); festejados dia 3. Semelhante privilégio teve São Matias (Festa dia 14) eleito por Pedro (Act 1,21-26), após a Ascensão do Senhor, ao ser agregado aos doze em substituição de Judas Escariotes, como testemunha do percurso da vida terrena e da Ressurreição do Senhor, fundamento da fé cristã. Agora, é connosco!
Em MO: dia 2, Santo Atanásio, bispo de Alexandria no século IV e um dos grandes doutores da Igreja Oriental, pela defesa convicta da divindade de Jesus Cristo, pela qual perseguido.
Em MF: dia 1 São José, operário; a 18, São João I, Papa e mártir; a 20, São Bernardino de Sena (franciscano, grande pregador e evangelizador); a 21, São Cristóvão Magallanes, presbítero, e companheiros, mártires; a 22, Santa Rita de Cássia, religiosa (após viuvez e perda dos filhos ingressou no convento das Agostinhas em 1457); dia 25, São Beda Venerável, presbítero e doutor da Igreja, São Gregório VII, Papa, e Santa Maria Madalena de Pizzi, virgem; e a 27, Santo Agostinho de Cantuária, arcebispo Primaz de Inglaterra.
Escala de Abril:
Ministros da Comunhão
O Evangelho do V Domingo da Quaresma (uma mulher apanhada em adultério) desperta o espírito autocrítico que deve prevalecer na vivência deste período, formador e juiz da conduta cristã da nossa fiel peregrinação: “Quem estiver sem pecado atire a primeira pedra” (Jo 8,7b-8). Esta irrevogável (mas consciente!) condição de contínuo faltoso, gera campo fértil do qual brota a conversão que nutrirá um coração sensível e tolerante com o próximo, plasmado em Cristo Jesus, e a caminho de um Pai benevolente que sabemos espera-nos de braços abertos. Existe um perdão escandaloso? Sim, para todos aqueles que já desistiram de acreditar neste tempo favorável de Graça, de Esperança e Vida plena. Justiça e Salvação só em Deus Pai prevalecem; quem ousaria equivaler-se nessa condição?... O Sacramento da Reconciliação nos absolva. Meditemos (Liturgia da Missa): “Por Ele renunciei a todas as coisas e considerei tudo como lixo…” (Fl 3,8b) e no Salmo 125(126).
Dia 25 ás 9h. em São Marcos, missa dedicada ao autor do II Evangelho. Dia 29, única Festa do mês; Santa Catarina de Sena, virgem, doutora da Igreja e Padroeira da Europa. Embora analfabeta, ditou aos seus seguidores cartas de profunda espiritualidade. MF: dia 2, S. Francisco de Paula, eremita; a 4, Sto Isidoro, bispo; a 5, S. Vicente Ferrer, presbítero; a 11, Sto Estanislau, bispo; a 13 S. Martinho I, Papa; e a 30, S. Pio V, Papa, eleito em 1566: a ele se deve o Catecismo do Concílio de Trento e a revisão do Breviário e do Missal Romano, que permaneceu em vigor até 1970.
Escala de Março:
Ministros da Comunhão
Se extrairmos da Primeira Epístola do Apóstolo São Paulo aos Coríntios (1Cor 15,54-58) - constitui parte da Liturgia da última celebração do Tempo Comum que antecede o Tempo Forte da Quaresma - os versículos: “A morte foi absorvida na vitória… Mas dêmos graças a Deus, que nos dá a vitória por Nosso Senhor Jesus Cristo, …sabendo que o vosso esforço não é inútil no Senhor”, revela-se o trajeto que iniciamos nesta quarta-feira de Cinzas, 6 de Março; a proposta, o conforto e a esperança que fomentam a nossa Caminhada Quaresmal. Meditemos: sobre Quem alicerçamos a nossa fé?
Cristo Jesus fortalecer-nos-á: Jamais estaremos sós! Escutemos e meditemos nas Sagradas Escrituras dos sucessivos Domingos. Nelas suportaremos as fragilidades e justificaremos as vitórias: Jesus vencerá Satanás e as suas tentações (I Domingo); mostrará a Sua Glória na Transfiguração, reforçando a fé dos seus discípulos (II Domingo); será Fonte de Água Viva, Luz e Ressurreição (III e IV Domingos). Jesus revela-Se continuamente. “Escutai o que Ele diz” (Mt 17,5b) - recomendou O próprio Pai aos Apóstolos, testemunhas da Transfiguração - ecoará nos ouvidos dos fiéis perenemente. “Escuta Israel” (Dt 6,4a) não se encerrou no Livro do Deuteronómio, realiza-se hoje, em cada fiel, na escuta e no compromisso. “Se alguém tem ouvidos para ouvir, oiça” (Mc 4,23) – prevenia Jesus!
Em Memória Facultativa: dia 4, São Casimiro (de origem Real, de tudo se libertou a favor de uma vida humilde e casta, dedicada ao Reino de Deus, servindo amorosamente os pobres); dia 7, Santas Perpétua e Felicidade, mártires (a segunda, sendo escrava da primeira, acompanhou não apenas o seu suplício como padeceu o mesmo martírio, ambas irredutíveis na afirmação da fé cristã que decidiram abraçar até ao fim); a 8, São João de Deus, religioso (de origem Portuguesa, após vida civil, dedicou-se aos pobres e doentes fundando a Ordem Hospitaleira); a 9, Santa Francisca Romana, religiosa (Fundadora das Oblatas Beneditinas); a 18 São Cirilo de Jerusalém, bispo e doutor da Igreja (pedagogo, pregador convicto e evangelizador destemido); a 23, São Turíbio de Mongrovejo, bispo.
Armando Barbosa
Escala de Fevereiro:
Ministros da Comunhão
Em MO: dia 4, o Santo Português São João de Brito (nascido em Lisboa, meados Séc. XVII), foi presbítero missionário martirizado na Índia em 1693, ao serviço da fé, enquanto Jesuíta; dia 5, Santa Águeda, virgem e mártir; dia 6, São Paulo Miki e companheiros (martirizados ao serviço da fé, após as missões de São Francisco Xavier no Japão, resistindo à expulsão pelo imperador em finais do Séc. XVI); dia 18, São Teotóneo, presbítero português do Séc. XII, co-fundador do Mosteiro de Santa Cruz; e, por fim, dia 23, São Policarpo, bispo e mártir (contemporâneo dos Apóstolos de Jesus).
Em MF: dia 8, São Jerónimo Emiliano, presbítero, ou Santa Josefina Bakhita, virgem; dia 11, Nossa Senhora de Lurdes (A Imaculada Conceição); e, finalmente, dia 21, São Pedro Damião, bispo e doutor da Igreja.
Armando Barbosa
Escala de Janeiro:
Ministros da Comunhão
A Bem-Aventurada Virgem Santa Maria, Mãe de Deus e nossa mãe perene, celebrada dia 1 de Janeiro, torna cada novo ano especial. Queremos continuar dventurosos através da Oração Mariana de dia 6, às 16 horas, no Santuário de Nossa Senhora do Socorro. Quem melhor para nos defender, interceder e obter capital de graças, senão aquela que trouxe no seu ventre o Filho do Altíssimo, Nosso Senhor Jesus Cristo? Tomemos a resposta ao Salmo Responsorial, Sl 66 (67) da Missa da Solenidade e digamos incansavelmente: ”Deus Se compadeça de nós e nos dê a sua bênção”. Após recebermos a bênção final, convidados a ir pelo mundo como “sal e luz”, quando o sacerdote nos despede, convidando “Ide em Paz”, transformámo-nos no que graciosamente recebemos?

